sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Os critérios de Mediação - Prof. Reuven Feuerstein

Aprendizagem mediada


Reuven Feuerstein é hoje destacado psicólogo e psicopedagogo da Educação. Nasceu na Romênia, em 1921. Desde jovem se dedica a Educação. Durante sua graduação, trabalhou com Jung, Carl Jaspers e André Rey e integrou a equipe de Jean Piaget. Em 1952, graduou-se em Psicologia pela Universidade de Genebra, sob a direção de Jean Piaget. Doutorou-se, em 1970, em Psicologia do Desenvolvimento pela Universidade Sorbone. Foi chamado pela Agência judia para estudar os problemas de crianças do Norte da África (Egito, Argélia, Marrocos e Tunísia) que deveriam transladar-se para Israel. Para avaliar esses jovens ele levou consigo a crença de resgatar a dignidade das crianças e adolescentes órfãos , vítimas do holocausto.
Feuerstein afirma que há duas modalidades de aprendizagem.
As pesquisas do prof. Reuven Feuerstein para explicar as diferenças de predisposição para aprendizagem entre diferentes indivíduos, o levaram a concluir que, para uma aprendizagem efetiva, é necessária a intervenção de um mediador humano (H) entre o estímulo (S) e o organismo/aprendiz (O) e entre este último e a resposta (R).

S H O H R

A fórmula acima é uma adaptação da fórmula de Piaget, S - O - R, cuja abordagem (incidental) Feuerstein considera insuficiente para assegurar uma aprendizagem efetiva.


Intencionalidade e Reciprocidade
Na mediação do tipo intencionalidade e reciprocidade, o mediador tem um propósito específico e trabalha ativamente para focar a atenção do mediado no estímulo.
A reciprocidade ocorre quando existe uma resposta do mediado e uma indicação de que ele está receptivo e envolvido no processo de aprendizagem.


Significado
Neste tipo de interação, o mediador motiva o aluno, explicando os motivos e a importância daquela atividade.


Transcendência
Na mediação da transcendência ocorre quando a interação vai além da necessidade imediata, promovendo a aquisição de princípios e conceitos que podem ser generalizados.


Competência:
Ela ocorre quando o mediador ajuda o mediado a desenvolver a autoconfiança necessária para se engajar numa atividade com sucesso.



Auto-regulação e Controle do Comportamento
Nesta mediação, o professor promove o "pensar sobre o pensar", incentiva o mediado a pensar sobre o seu comportamento, modificando-o. É como um "semáforo" que ajuda a criança a controlar sua impulsividade e a escolher respostas adequadas a um estímulo.


Compartilhamento
Ocorre quando o mediador e o grupo de mediados atuam juntos numa atividade e respondem em conjunto.
Promove sensibilidade em relação ao outro e enfatiza o trabalho em grupo.


Individuação
Neste tipo de interação, o mediador encoraja a autonomia e a independência do aluno em relação aos outros, celebrando a diversidade das pessoas. Há reconhecimento e valorização da independência e da individualidade.


Planejamento de Objetivos
Ocorre quando o mediador encoraja e orienta o aluno para que estabeleça objetivos e discute, de forma explícita, os meios para alcançá-los. É um processo pelo qual o mediado é orientado a planejar e alcançar metas.



Desafio

Nesta interação, o professor evoca no mediado a motivação para tentar algo novo e a perseveração em algo difícil. Envolve a superação do medo do desconhecido e a resistência a algo difícil e incomum.



Auto-modificação
Na mediação por auto-modificação, o mediador encoraja o mediado a reconhecer, aceitar e monitorar as mudanças contínuas que ocorrem internamente.