sexta-feira, 29 de agosto de 2014

TEORIA DA MODIFICABILIDADE ESTRUTURAL COGNITIVA

A teoria da modificabilidade cognitiva Estrutural (MCE), formulada pelo psicólogo israelense Reuven Feuerstein, baseia-se na premissa de que existe um potencial de aprendizagem a ser desenvolvido por qualquer sujeito, independente de sua idade ou origem étnica ou cultural.

De acordo com Feuerstein, a maioria de nós apresenta uma série de "funções cognitivas deficientes", ou seja, nossos processos mentais raramente operam em um nível ótimo de funcionamento. A partir de uma avaliação adequada, e com o auxílio de instrumentos concretos de apoio psicopedagógico, a grande maioria dos indivíduos torna-se então capaz de desenvolver essas potencialidades.

 TEORIA DA MODIFICABILIDADE ESTRUTURAL COGNITIVA

A Modificabilidade Estrutural Cognitiva é o conceito central de um esquema teórico cujo propósito é explicar as diferenças individuais no desenvolvimento cognitivo. Apoiando-se no pressuposto de que educação é intervenção e que o meio físico e cultural em que o indivíduo esta inserido tem efeitos diferenciadores na constituição física emocional e intelectual do mesmo, permite-se afirmar que mudanças cognitivas poderão acontecer se o sujeito receber a intervenção estratégica necessária e suficiente para tanto.
A maioria dos examinadores, que entram em contato pela primeira vez com a Avaliação Dinâmica do Potencial de Aprendizagem, necessitam rever sua maneira de entender a natureza, funções, objetivos e métodos de avaliação para extraírem o máximo proveito dessa nova abordagem.
O LPAD foi elaborado para realizar uma tarefa distinta da que os psicólogos vêm fazendo há muito tempo; esta tarefa é a de avaliar a modificabilidade dos sujeitos, ao passo que a psicologia tradicional meramente avalia os "níveis funcionais atuais" do sujeito. Dada a estrutura dos testes de inteligência clássicos, os psicólogos não podem esperar utilizá-los para avaliar a modificabilidade, uma vez que os testes e os métodos de avaliação relacionados a eles não contém as técnicas necessárias para fazer inferências sobre os processos e o potencial.
LPAD é uma tentativa sistemática de superar essa limitação dos testes de inteligência e de fornecer uma base para tirar conclusões fundamentadas na observação preestabelecida de determinadas tarefas, sobre a natureza e adequação do desenvolvimento de funções cognitivas importantes, sobre o grau de facilidade com que tais funções podem modificar-se, sobre o nível de energia que é necessário investir para conseguir tal modificação e sobre a presteza com que se empregam as funções cognitivas modificadas a novas tarefas.
Desta forma se estabelece uma base para fazer ulteriores inferências sobre o nível do Potencial de Aprendizagem.
No LPAD empregam-se três níveis de inferência:

    • Medida de níveis de funcionamento manifesto, aspecto comum a outras abordagens (embora se avaliem funções diferentes), aceitando-se os resultados como indicadores diretos de funcionamento manifesto.

    • Exploração das condições sob as quais esse funcionamento manifesto pode melhorar, isto é, pesquisa das condições que podem permitir o aflorar de certas funções cognitivas que já estão disponíveis para ser expressas corretamente e formuladas para referir-se ao aprendizagem e a resolução de problemas.

    • Avaliação da modificabilidade, provocando uma mudança real nas estruturas cognitivas através da mediação de funções e estratégias, com a correspondente avaliação dos efeitos produzidos por tal intervenção, tanto nos processos generalizáveis de pensamento como no funcionamento manifesto.

Os conceitos básicos que necessitam ser redefinidos pela maioria dos psicopedagogos ou psicólogos que se propõem a realizar uma avaliação do Potencial de Aprendizagem, são, portanto, o de Potencial de Aprendizagem e o de Avaliação Dinâmica.