sábado, 27 de fevereiro de 2010

III Fórum Internacional Criança e Consumismo

Além do consumismo infantil - Evento Gratuito
O Fórum Internacional Criança e Consumo chega à terceira edição. Desde 2006, quando o evento foi realizado pela primeira vez, os impactos negativos da mercantilização da infância têm sido discutidos.

Neste ano, o debate propõe uma reflexão mais ampla de como a violação dos direitos da criança e o hiperconsumismo desencadeiam problemas ambientais, econômicos e sociais. Também será contemplada a diminuição das brincadeiras criativas, essenciais ao desenvolvimento humano.

Assim, o 3º Fórum realizará três mesas de debate – Honrar a Infância, Refletir o Consumo e Brincar – com profissionais e pesquisadores de diversas áreas.

Informações
De 16 a 18 de março de 2010 - 18h às 22h30
Itaú Cultural - (11) 3251-0696
Av. Paulista, 149 - São Paulo - SP / 01311-000

Palestra: Indisciplina: estratégias para a convivência

A indisciplina dos alunos é um das principais problemas que afligem a carreira docente na atualidade. Como lidar com ele e buscar soluções? Essas questões serão discutidas durante a palestra “A construção de valores e a gestão da indisciplina em sala de aula”, ministrada pelo Prof. Ulisses Ferreira de Araujo, no dia 18 de março, a partir das 14h, no auditório do SINPRO-SP.

O evento é aberto a todos os docentes interessados. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas diretamente aqui no site. O número de vagas é limitado. Todos os participantes poderão solicitar certificado de participação.


Ulisses é professor da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (USP/Leste). Livre-Docente pela Faculdade de Educação da USP, tem pós-doutorado nas Universidades de Barcelona e Stanford. Autor de vários livros sobre educação, desde 2003, é consultor do Ministério da Educação para o “Programa Ética e cidadania: construindo valores na escola e na sociedade”.

A palestra acontecerá no auditório do SINPRO-SP, que fica na Rua Borges Lagoa, 170, Vila Clementino.

Sindicato dos Professores de São Paulo
Rua Borges Lagoa, 208, Vila Clementino, São Paulo, SP – CEP 04038-000
Tel.: (11) 5080-5988 - Fax: (11) 5080-5985

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Seminário: Educação e Alfabetização


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Música clássica para crianças.

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Apresentação Teatral: Dívidas nunca mais.

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terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Governo importa método cubano de alfabetização

Após anos de resultados tímidos no combate ao analfabetismo, o governo Lula resolveu importar de Cuba uma tentativa de atacar o problema. Há dois meses, o governo federal utiliza um método importado da ilha caribenha para ensinar pescadores a ler e escrever.

O programa --chamado Sim, eu posso, ou Yo, sí puedo, no original -- promete alfabetizar uma pessoa após 65 aulas em vídeo, um tempo recorde para cursos do tipo, que costumam durar de seis a oito meses.

Para implantar o método, técnicos cubanos foram enviados aos cinco Estados onde o projeto está sendo implementado pelo Ministério da Pesca e Aquicultura.

O governo de Raúl Castro cedeu os filmes e enviou os consultores. O Brasil paga as despesas deles no país.

Para Maria Luiza Gonçalves Ramos, que coordena o programa, a principal vantagem do Sim, eu posso é que ele se adequa ao tempo dos pescadores: como eles passam longos períodos no mar ou no rio, tendem a abandonar cursos de alfabetização mais extensos.

Já o Sim, eu posso pode ser encaixado no período de defeso, em que a pesca é proibida e que dura em média três meses. Depois, são feitos "círculos de cultura", com objetivo de consolidar o aprendizado.

Trazido ao Brasil em 2005, em um projeto-piloto do Ministério da Educação no Piauí que acabou não tendo seguimento, o Sim, eu posso também é utilizado pelo MST (Movimento dos Trabalhadores Sem Terra) e será aplicado neste ano em Fortaleza e João Pessoa.

Vantagens

Para a coordenadora de Educação do movimento, Maria Cristina Vargas, uma das principais vantagens do método é que ele possibilita que lugares com pouca estrutura, ou com educadores menos qualificados, tenham acesso às mesmas condições de locais mais favorecidos, uma vez que a aula acontece pelo vídeo.

Por outro lado, críticos apontam que o método não vai muito além da decodificação do alfabeto. Antonio Ferreira Sobrinho, professor da UFPI (Universidade Federal do Piauí) que acompanhou o projeto-piloto no Piauí, avalia que o método tira o aluno do estágio mais primário do analfabetismo, mas, diferentemente de outros programas, não enfatiza leitura e interpretação de textos. Esse, segundo ele, foi um dos motivos para o projeto não continuar no Estado -- além do custo de aparelhos de TV e DVD.

Timothy Ireland, especialista em Educação da Unesco (ligada à ONU) e à frente do Departamento de Educação de Jovens e Adultos do MEC na época, também diz que não adianta os alunos aprenderem rápido com o Sim, eu posso se não continuarem estudando depois -com o tempo, esquecem o que aprenderam. Folha Online

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Curso de Pedagogia Hospitalar

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Saúde da criança na escola e na creche.

Objetivos
Informar, atualizar e refletir sobre os cuidados com as crianças em contexto de creches e pré-escolas, identificando riscos, benefícios e ações promotoras do processo de crescimento e desenvolvimento saudável. Conhecer os princípios e estratégias de promoção a saúde propostas pela Carta de Ottawa e adaptá-las para o contexto de educação infantil. Refletir sobre o processo de compartilhar cuidados com as famílias e serviços de saúde, identificando conflitos de valores, crenças e conhecimentos e propor estratégias de negociação e de educação para a saúde.

Público Alvo
Professores de educação infantil, coordenadores pedagógicos, gerentes de unidades de educação infantil, estudantes de pedagogia, psicologia, enfermagem e demais áreas do campo da saúde e educação que se interessem sobre o tema ou trabalhem com crianças em contexto coletivo.

Conteúdo Programático

1. Conceito de escola saudável segundo a OMS.
2. Escolas: promotoras da saúde ou da aprendizagem?
3. Indicadores de Centro de Educação Infantil Saudável.
4. O impacto da creche e da pré-escola na saúde das crianças – risco ou beneficio?
5. Precauções padronizadas, protocolos e normas de funcionamento das instituições de educação infantil em diferentes contextos.
6. Estratégias eficazes na prevenção dos principais agravos a saúde das crianças – aleitamento materno e alimentação complementar, imunização, acompanhamento do crescimento e desenvolvimento, trabalho com provedores de cuidado, identificação de sinais de perigo para evitar complicações e mortalidade causadas pelas doenças prevalentes– AIDPI.
7. Semelhanças e diferenças nos processos de cuidado infantil nas escolas de educação infantil e no domicilio e identificação dos conhecimentos, práticas, valores e crenças.
8. O processo de compartilhar cuidados com a família e serviços de saúde – possibilidades, limites, conflitos e negociações.
9. Vigilância a saúde em contexto de educação infantil.


Coordenação
Profa. Damaris Gomes Maranhão - Enfermeira especialista em saúde publica e pediatria. Doutora em Ciências da Saúde pela UNIFESP; participou da elaboração dos Referenciais Nacionais de Educação Infantil; consultora do CEDUC – empresa que administra as creches das empresas Natura, Avon e Unilever.

Carga Horária
30 horas (10 encontros semanais de 3h)

Número de Vagas
35

Valor do Investimento
R$250,00 – 2 x R$125,00

Local
Campus I - Rua Prof. Enéas de Siqueira Neto, 340, Jd. das Imbuias, São Paulo-SP.

Período de Inscrição
1/2 a 2/3/2010

Período de Realização
4/3 a 6/5/2010 (5ª-feiras), das 17h às 20h.

Informações
Tel.: (11) 2141-8570
extensao@unisa.br

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

V Curso de Especialização em Educação Continuada e a Distância

Estão abertas até o dia 24 de fevereiro de 2010 as inscrições para o V Curso de Especialização em Educação Continuada e a Distância. O curso, de formação em nível de Pós-Graduação Lato Sensu, é oferecido pelo Programa de Pós-Graduação em Educação da Faculdade de Educação e pelo Núcleo da Universidade Aberta do Brasil (UAB) da Universidade de Brasília.


No total serão 200 vagas, ofertadas para professores que realizam tutoria no Sistema UAB, Coordenadores de Polos da UAB, professores de outras IES e funcionários da UnB e da CAPES envolvidos com atividades de Educação a Distância, bem como os remanescentes do IV Curso de Especialização.


Para participar do processo seletivo, o candidato deverá ser portador de diploma de curso de Graduação, preencher as fichas de Inscrição e de Peril do Cursista, providenciar todas as demais documentações exigidas no edital e, além disso, apresentar um pré-projeto de desenvolvimento de temas relacionados com a área de Educação a Distância – EAD. As cópias dos documentos a serem entregues devem ser autenticadas em cartório.


As inscrições deverão ser realizadas exclusivamente pelas Instituições de Ensino Superior do Sistema UAB e Secretarias parceiras com contrapartidas da UnB, que deverão encaminhar à Faculdade de Educação/Secretaria da Universidade Aberta do Brasil, por correio, a documentação exigida.


A homologação dos candidatos aprovados no processo seletivo será publicada no site da UAB/UnB (www.uab.unb.br) no dia 10 de março de 2010.


Para mais informações ou no caso de dúvidas, entrar em contato pelo email < uabpos@gmail.com Este endereço de e-mail está protegido contra SpamBots. Você precisa ter o JavaScript habilitado para vê-lo. > ou pelo telefone (61) 3307.2011, com Viviane Campos.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Abertas inscrições para 13º Congresso Brasileiro de Língua Portuguesa

Nos dias 29, 30 de abril e 1º de maio de 2010 acontece em São Paulo a 13º Congresso Brasileiro de Língua Portuguesa e o 4º Congresso Internacional de Lusofonia que têm como tema “Língua Portuguesa – aspectos linguísticos, culturais e identitários”.

Dirigidos a professores de Língua Portuguesa, graduandos, pós-graduandos e profissionais na área de Linguagem, os congressos têm como objetivos divulgar pesquisas na área, ampliar as reflexões sobre as atuais tendências dos estudos, promover a participação dos professores do ensino fundamental e médio na comunidade acadêmica, além de contribuir para o aperfeiçoamento dos professores de Língua Portuguesa.

A programação inclui mesas redondas, minicursos e sessões de comunicação. Entre os assuntos que serão abordados neste ano estão o acordo ortográfico, globalização e a área cultural luso-brasileira, políticas linguísticas e identidade nacional.

As inscrições estão abertas e devem ser feitas no site www.ippucsp.org.br.

Os eventos são organizados pelo Instituto de Pesquisas Linguísticas “Sedes Sapientiae” para Estudos de Português da Faculdade de Comunicação e Filosofia e pelo Programa de Estudos Pós-Graduados em Língua Portuguesa da PUC-SP, com o apoio do SINPRO-SP.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Encontro Internacional de Educação em Osasco

Encontro Internacional de Educação em Osasco
De 23 a 25 de Fevereiro de 2010.

O Encontro Internacional de Educação de Osasco tem como objetivo gerar espaços de debates, reflexões, troca de experiências, estudos e pesquisas sobre temas fundamentais relacionados à discussão da educação como um Direito Humano. A Educação, direito de todas e todos, pública e de qualidade, não remetida à condição de mercadoria, será o pilar da fundamentação teórica e prática das conferências e painéis temáticos que serão desenvolvidos durantes os três dias do Encontro.
Dia 25 de fevereiro

A Rede de Ensino de Osasco terá garantido um importante espaço de formação e informação, como também a oportunidade de apresentar seus avanços, trabalhos, programas e projetos desenvolvidos.
Ao participar do Encontro, os intelectuais, os trabalhadores da educação, os profissionais de outras áreas e os estudantes em geral terão a oportunidade de apresentar seus trabalhos (pôster), construir relações e troca de conhecimento e estabelecer debates em torno dos temas que foram eleitos para compor a programação deste encontro.

Local: UNIFIEO,
Av. Franz Voegeli, 300, Vila Yara - Osasco - SP

Informações e inscrições:
contato@eieosasco.net

http://eieosasco.net

telefone: 11 3851 - 8723

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Educação não rima com exclusão

Por Maria Izabel Azevedo Noronha (Publicado na Folha de S. Paulo)

A Secretaria da Educação, com medidas como o "provão", tenta jogar o foco dos problemas educacionais sobre o professor

O ARTIGO "Melhores professores na rede", do secretário estadual da Educação, Paulo Renato Souza ("Tendências/Debates" 28/1), reafirma a supervalorização dos processos de avaliação como instrumentos de gestão e melhoria da educação. Quase se pode ler no texto do secretário a fórmula "avaliação = qualidade". Nada mais distante da realidade da rede estadual de ensino de São Paulo.

Por meio de medidas como o "provão" aplicado aos professores temporários e a "promoção por mérito", a secretaria elegeu a avaliação individual do professor como a grande saída para a péssima situação das escolas estaduais. Com isso, tenta jogar o foco dos problemas educacionais sobre o educador. Mas o governo do PSDB não escapou de críticas generalizadas por ter deixado a situação chegar ao ponto que chegou.

Com suas ações, o governo trouxe para o centro do debate educacional a questão da avaliação. Embora a avaliação seja um instrumento científico necessário para aferir a correção e a eficácia das políticas educacionais e fundamentar mudanças de rumos, seus resultados não podem ser mais importantes que o próprio processo ensino-aprendizagem, em toda a sua riqueza e globalidade.

A educação é processo coletivo, é trabalho de equipe. Vai além da relação professor-aluno em sala de aula e dos conhecimentos individuais de cada professor. Não basta, portanto, uma prova de conhecimentos do professor para que se assegure a qualidade de ensino. Se o professor não tiver tranquilidade para atuar, se não forem asseguradas condições estruturais e pedagógicas e jornada de trabalho adequada, se o projeto político-pedagógico e o currículo não estiverem de acordo com as necessidades dos alunos e se a carreira não for atraente e não houver bons salários, as deficiências vão persistir.

As condições acima não estão presentes na rede estadual de ensino.

Com o provão, o governo quer excluir professores com anos de experiência na escola pública e substituí-los por outros, que trabalharão nas mesmas sofríveis condições que os atuais. São 100 mil professores temporários, muito acima do índice aceitável, que seria de aproximadamente 10% do total.

A saída para essa anomalia é o concurso público de provas e títulos, que considere o tempo de serviço, com bibliografia correta e tempo para que os professores possam se preparar. Os concursos avaliam a capacidade profissional, mas não têm sido realizados com a periodicidade necessária.

Realizamos intensa mobilização em pleno recesso escolar pela mudança do caráter do provão, de eliminatório para classificatório, e o governo acatou nossa reivindicação - seja por constatar que faltariam professores, seja por termos demonstrado que a avaliação foi difícil, com bibliografia muito extensa, muitos títulos esgotados e apenas um mês para que os professores se preparassem no final do ano, quando estavam envolvidos em avaliações de alunos, reuniões de conselhos e, ainda, repondo aulas aos sábados em decorrência do intervalo imposto pela gripe suína. Ainda assim, mais da metade da categoria obteve a pontuação exigida.

Se o governo do Estado quer garantir a qualidade do ensino, deveria começar aplicando a lei federal 11.738/ 08, que estabelece o piso salarial profissional nacional, que destina, no mínimo, um terço da jornada de trabalho do professor para atividades extraclasses, inclusive para a formação continuada.

A Secretaria da Educação deveria firmar convênios com universidades públicas para oferecer formação continuada no próprio local de trabalho, como parte da jornada do professor. A presença das universidades no interior das escolas teria repercussão na formação dos professores, aproximando teoria e práticas pedagógicas.

No entanto, segundo dados do Sigeo (Sistema de Informações Gerenciais da Execução Orçamentária), o governo de São Paulo deixou de gastar em 2009 metade da verba destinada à formação, em programas como Rede do Saber e outros.

Estava previsto gasto de R$ 90 milhões para a formação continuada de educadores, mas, no ano passado, foram gastos R$ 44 milhões. Portanto, deixou-se de aplicar mais de R$ 46 milhões. O maior corte foi para a formação de professores do ensino médio, obrigação do governo estadual.

Queremos e lutamos pela qualidade do ensino. Queremos concursos públicos, mais qualidade na formação inicial, aperfeiçoamento continuado, carreira, jornada de trabalho adequada, salários dignos e condições estruturais nas escolas. Por isso, não aceitamos sermos responsabilizados pelas deficiências da educação pública no Estado de São Paulo.

MARIA IZABEL AZEVEDO NORONHA, 49 anos, professora, é presidenta da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) e membro do Conselho Nacional de Educação.