sábado, 18 de abril de 2009

Ambiente Inclusivo na Educação Infantil

A construção de um ambiente inclusivo pressupõe a articulação de um coletivo de educadores e funcionários da instituição de educação infantil. A educação infantil é uma etapa privilegiada para o avanço em direção aos objetivos da educação inclusiva. Não há momento melhor do que a infância para se promover o aprendizado das diferenças, envolvendo-se nesse processo também pais e professores. A inclusão é um processo que implica sentimentos, oportunidades e desejos, sendo o preconceito a principal barreira a ser enfrentada. O preconceito é uma atitude que nem sempre coincide com a ação manifesta, podendo estar presente mesmo quando as ações desenvolvidas não permitam percebê-lo. Os preconceitos são introjetados a partir das relações sociais e constituem um julgamento que antecede a experiência: há sempre um desconhecimento em relação àquele que é alvo do preconceito.
Já ouvi de várias pessoas a crença de que as crianças pequenas não têm preconceitos, o que não é verdade. As crianças também introjetam preconceitos e os reproduzem nas suas relações. Não é necessário que haja a intenção de ensinar o preconceito às crianças, nem é preciso falar sobre esse assunto; elas são capazes de ler as atitudes preconceituosas presentes nos adultos com quem convivem e, com medo de perder o seu amor ou a sua admiração, aderem aos preconceitos. É sob a forma de ameaça que eles são introjetados (Crochík, 1995), o que nos leva a pensar que um ambiente acolhedor e propício ao diálogo minimize tal necessidade de adesão.
A experiência de inclusão de crianças deficientes na Creche Oeste, pertencente à rede de creches da Coordenadoria de Assistência Social da Universidade de São Paulo (COSEAS/USP), da qual participei como diretora até 2004, deixa evidente o medo subjacente às relações que envolvem as deficiências e outras diferenças significativas. Como bem apontou Amaral, "a deficiência jamais passa em 'brancas nuvens', muito pelo contrário: ameaça, desorganiza, mobiliza" (1995, p. 112), fugindo ao esperado e provocando a hegemonia do emocional. O medo e outros sentimentos, como raiva, nojo, culpa, etc., nem sempre são facilmente identificáveis e podem permanecer invisíveis, embora estejam atuantes.
Nossos sentimentos nem sempre correspondem ao que consideramos certo e mais adequado, o que pode criar situações difíceis e embaraçosas. Tive oportunidade de testemunhar o depoimento de uma professora que revelou a um grupo de educadores sua dificuldade em se aproximar de uma criança com deficiência múltipla. Embora fosse favorável à inclusão, seus sentimentos eram incompatíveis com as suas intenções, o que lhe provocava um grande sofrimento. O caminho que ela encontrou foi o de buscar uma aproximação com essa criança nos momentos em que ninguém estivesse olhando. Ela tinha medo das próprias emoções e precisava experimentar-se sem que se sentisse ameaçada pelos olhares dos outros. Aos poucos, foi conseguindo aproximar-se e superar suas barreiras internas. Ao revelar ao grupo esse percurso, ela abriu caminho para que outros educadores pudessem reconhecer-se nessa experiência, o que contribuiu para a criação de um clima acolhedor e tolerante em relação aos limites de cada um.
No entanto, o respeito ao limite dos professores não deve ter como conseqüência adiar-se o atendimento às crianças. Ninguém deve esperar. A idéia de que todos têm de estar prontos para começar adia o direito às oportunidades de desenvolvimento daqueles que são postos a esperar, fato que pode gerar conseqüências irreversíveis. "Pesquisas têm mostrado que as mudanças de atitude não têm de preceder as mudanças de comportamento" (Schaffner e Buswell, 1999, p.83), o que nos leva a pensar que as dificuldades - internas e externas - devem ser enfrentadas à medida que surjam. Não existe uma lógica das relações que permita prescrever um caminho. A busca das respostas para as nossas dúvidas deve ocorrer a partir da reflexão sobre cada experiência, de preferência de forma compartilhada. O isolamento do professor pode levar ao sentimento de desamparo, que se reproduz como abandono nas relações com as crianças.
O professor produz um saber a partir da reflexão sobre a sua experiência. Esse saber é importantíssimo e deve dialogar com o de outros especialistas. Algumas vezes, pude observar posicionamentos de escolas e professores que delegam a médicos, psicólogos, fonoaudiólogos, fisioterapeutas ou mesmo a profissionais de outras áreas decisões sobre a permanência de alunos deficientes em escolas regulares. Considero perigoso partir do princípio de que a opinião de um profissional vale mais que a de outro e acredito que a experiência com o professor em sala de aula deve sempre ser levada em conta. Afinal, ele também deve estar incluído nesse processo.
A construção de um ambiente inclusivo pressupõe a articulação de um coletivo de educadores e funcionários da instituição de educação infantil. Esse coletivo estende-se às crianças, aos pais e à comunidade. O compromisso com uma moral voltada à construção de uma sociedade humana, em que as diferenças possam coexistir, deve traduzir-se em ações concretas. Em um ambiente inclusivo, as necessidades de todos os envolvidos nos processos de inclusão têm de ser consideradas. Quando me refiro a todos, tenho em mente crianças, professores, pais e funcionários, que participam direta ou indiretamente do processo educacional. Os sentimentos e pensamentos presentes e atuantes nas relações precisam ser acolhidos e compartilhados para que as barreiras atitudinais possam ser superadas (Sekkel, 2003).
A experiência da Creche Oeste permite afirmar que todas as crianças podem ser incluídas na educação infantil, o que deve ser alcançado sem se perder de vista os objetivos da proposta educacional e mediante a construção de um ambiente inclusivo. Não cabe estender essa afirmação aos outros níveis de ensino, cujas especificidades tornam necessárias outras considerações.
Marie Claire Sekkel
REFERÊNCIAS
AMARAL, L.A. Conhecendo a deficiência (em companhia de Hércules). São Paulo: Robe Editorial, 1995.
CROCHÍK, J.L. Preconceito: indivíduo e cultura. São Paulo: Robe Editorial, 1995.
SCHAFFNER, C.B.; BUSWELL, B. Dez elementos críticos para a criação de comunidades de ensino inclusivo e eficaz. In: STAINBACK, S.; STAINBACK, W. Inclusão: um guia para educadores. Porto Alegre: Artmed. 1999. SEKKEL, M.C. A construção de um ambiente inclusivo na educação infantil: relato e reflexão sobre uma experiência. Tese de doutorado. Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo, 2003.

RETIRADO: 20/05/08
http://www.revistapatio.com.br/conteudo_exclusivo_conteudo.aspx?id=7

Imaginação: A mente e o sonhar.

Ser homem não é somente estar no mundo junto com os outros, limitado em sua existência corpórea, social, histórica, lingüística. Ser homem é ser também capaz de transcendência, de transformar o visto em algo novo, de buscar a unidade essencial da alma, de conectar-se com sua subjetividade e trazer á finitude do mundo fenomênico, o infinito do ser. E uma das formas de buscar esse desvelamento do que é imortal, dá-se através da atividade criadora. Através da criação de um poema, de uma estória, de uma obra de arte o homem constrói a si mesmo, revela novos significados aos materiais que já existiam antes dele, transforma o mundo em que vive, busca a si mesmo e se auto-reconhece. Essa criação porém, ocorre dentro de todo um processo ao qual a imaginação preside. É a imaginação esta faculdade que se coloca além do espaço e do tempo, a responsável pela criação de novas significações e novas imagens dentro da linguagem. E segundo o dicionário Welster a imaginação também é o ato ou poder de formar imagens mentais do que não está realmente presente, do que jamais foi experimentado ou de criar novas imagens e idéias pela combinação de experiências anteriores. Assim, através da imaginação o indivíduo alcança um mundo onde tudo é possível, onde os objetos, diferentes da realidade da percepção, são vistos em sua totalidade, existem em unicidade com seu criador, e dependem muitas vezes das lembranças de quem os imagina. Porém na imaginação não existem limites e nem tudo se revela como fruto do passado. Um exemplo disso é que podemos imaginar um pégaso quando tudo o que conhecemos ou lembramos do mundo real, são cavalos. Pois a imaginação é autônoma e tão importante quanto a percepção e o pensar. Já que é “na imaginação que o homem começa a criar seu universo através de uma cadência rítmica criada pelo artista e que conduz á revelação e ao reconhecimento.” Revelação e reconhecimento dos próprios impulsos com os quais o indivíduo comum não sabe como lidar e que o artista explicita em sua obra dando a eles um tratamento que os resignifica. Desta maneira podemos enxergar o artista como “o homem criador que consegue pelo poder da imaginação, revelar o sentido oculto das coisas.”
Neste contexto,encontramos a fala de Otavio Paz que citando o poeta inglês Coleridge, nos diz: “a imaginação é o dom mais alto do homem e em sua forma primordial a faculdade original de toda percepção humana. A imaginação transcedental é a raiz da sensibilidade e do entendimento que torna possível o juízo. A imaginação desdobra ou projeta os objetos e sem els não haveria nem percepção, nem juízo, assim, desdobra-se e apresenta os objetos á sensibilidade e ao entendimento. Sem essa operação – na qual consiste propriamente o que chamamos de imaginar- seria impossível a percepção. Razão e imaginação não são faculdades opostas: a segunda é o fundamento da primeira e o que permite perceber e julgar o homem.Porém a imaginação é mais do que um órgão do conhecimento, mas também a faculdade de expressá-lo em símbolos e mitos. Nesse segundo sentido o saber que a imaginação nos entrega não é realmente um conhecimento: é o saber supremo. Imaginação e razão, em sua origem uma só e mesma coisa, terminam por se fundir numa evidência que é indizível, exceto através de uma representação simbólica: o mito. Desta forma, além de ser a condição necessária para toda a percepção é também uma faculdade que expressa mediante mitos e símbolos, o saber mais alto.”
Saber este que leva o indivíduo ao reconhecimento de si mesmo. A imaginação é assim, um órgão que não só possibilita o conhecimento do mundo, mas também o auto-conhecimento.
No processo de descoberta e crescimento, ao imaginar, isto é, ao criar suas primeiras ficções a criança prepara-se para o diálogo. A imagem e o símbolo são nela provisoriamente o outro , uma forma de satisfazer seu instinto ainda não desenvolvido, assim á linguagem comunicativa, junta-se a linguagem expressiva: a criança não só deseja transmitir aos outros uma série de informações, como também os segredos de sua interioridade. Para poder expressar-se totalmente usa da linguagem simbólica, que fatalmente nos levará de volta á nossas origens mais íntimas e míticas. Daí podermos afirmar que um dos papéis da imaginação é o de criar imagens que iluminam um espectro mais amplo da consciência. Desta maneira a imaginação é o lugar de emergência do ser e do que de melhor o homem tem, aquilo que faz buscar uma participação com o Criador, originando obras de arte que falam do indivíduo, colocam ordem estética ao mundo das coisas e transmitem os valores de uma época, formando os elos significativos da corrente cultural que prendem os homens ao seu passado e os permitem projetar-se no futuro. Através da imaginação e da criação emergem os valores, dando ao caos da existência, ordem e significado e elevando o homem na sua busca por transcendência, fazendo com que sua criatividade se expresse no que ela tem de eterna.

BIBLIOGRAFIA CONSULTADA

FOBÈ, Nair Leme – “ A imaginação e a fantasia no desenvolvimento da criatividade”in “REFLEXÃO” –Vol.16, pgs. 67-83, Campinas .
PAZ, Otavio – “O Arco e a lira” – ed. Nova Fronteira, Rio de Janeiro, 1982.
TREVISAN, Armindo – “Reflexões sobre a poesia” – ed. InPress , Porto alegre, 1986

Como aproximar as crianças do livro e da leitura?

Como despertar nelas a paixão pelas histórias que ficam ali adormecidas, à sua espera para que possam ganhar vida e sentido?
Há inúmeras maneiras de fazer isso, tantas quantas nossa imaginação é capaz de conceber, mas todas elas têm algo em comum: para despertar paixão é preciso ter paixão.
Um episódio da história da Salamandra confirma essa afirmação.
Foi no início dos anos 80. A escritora Ana Maria Machado, contratada como consultora, tinha um de seus primeiros encontros de trabalho com os fundadores da editora. Objetivo: discutir uma “linha editorial” que orientasse a escolha de livros a serem publicados para crianças e jovens.
Curiosamente, não houve discussão teórica de propostas. Ana Maria simplesmente pediu licença para ler um texto em voz alta. Tratava-se de O que os olhos não vêem, um original de Ruth Rocha.
É bem provável que, a princípio, eles tenham achado graça em estar ali, homens adultos ouvindo uma mulher ler para eles uma história “infantil”. Mas, depois, imagino como aquela voz, que soava com sensibilidade e emoção, criou na sala um encantamento que pouco a pouco conquistou seus ouvintes.
E foi assim que se tomou uma decisão muito importante para o futuro da editora: publicar livros que falassem de perto à emoção do leitor.
Todas as vezes que alguém – professor, bibliotecário, monitora de creche, pai, mãe, tios, avós – se coloca na posição de intermediário entre a criança (ou jovem) e o livro, o encantamento relatado na cena acima deveria de novo ocorrer.
Como nos contos de fadas, todo aquele que abre um livro junto com uma criança deveria se sentir encarnando o papel do herói, no momento em que este se apropria de um objeto mágico, capaz de dar a seu portador também o poder de encantar. Um objeto que pode transformá-lo num mago, fada ou gênio, aquele que ilumina o caminho dos que estão ao seu redor, valendo-se apenas da magia que a própria leitura é capaz de criar.
Magia que, esperamos, contagie cada leitor e o acompanhe nos momentos quem que se coloca como intermediário entre o livro e uma criança.
Se conseguirmos isso em pelo menos parte dos títulos publicados pela Salamandra, estaremos levando adiante o signo sob o qual ela foi criada.
Que nossos livros sejam para crianças de todas as idades um passaporte para o prazer de ler!

Lenice Bueno da Silva
Editora da Salamandra

Apresentação de Idéias

Muitas idéias foram abandonadas porque seus idealizadores não souberam apresenta-las de forma eficaz. Na vida profissional, a expectativa que os empregadores têm a nosso respeito é que sejamos capazes de conseguir realizar nosso trabalho sempre com o menor custo e com o maior benefício. Ou seja, em outras palavras, eles querem que, com criatividade, consigamos soluções para os problemas que se apresentam. Para isso precisamos ser criativos, cheio de idéias. Algumas serão implementadas sem a necessidade de apresentação. Outras precisarão antes de aprovação, e para isso, terá que apresenta-la, e para isso precisará ser hábil, precisará pensar em como fazê-lo, de modo a conseguir o que você quer.

O que é preciso?
. Preparação

Pense:
- Qual o objetivo? O que quero?
- Fiz um resumo, um esboço?
- A quem vou apresentar?
Dependendo do nível dos participantes, você determinará o nível de detalhe a ser apresentado. Os detalhes devem existir, porém ocultos na apresentação para serem utilizados se necessário for.
- Domino a matéria?
Se certifique de conhecer tudo o que for possível sobre o tema.
- Que objeções poderão ser levantadas?
Antecipe-se a elas.
- O tema é de interesse? Os envolvidos já possuem algum conhecimento dele?
Se for possível, antecipadamente, ao enviar o convite para a reunião, faça um breve resumo do que será tratado pra que os participantes possam também estar preparados e evitar ter que fazer outra reunião para solução final.
- Que formato utilizarei para apresentar? Em tópicos isolados, sobre-postos ou enfatizando um como o principal e os demais como apoio?
- Que recursos precisarão ser utilizados? Microfones, flip chart, data show.
Se certifique de que funcionem.
- Tenho domínio deles?
- Estou convencido de que é o melhor caminho?
- Tenho alternativa? Plano B.
- Quanto tempo precisarei?
Lembre-se de que uma assistência, não importa de que tamanho seja, dificilmente se manterá atenta por mais de 40 minutos e mesmo assim, não conseguirá reter mais do que um terço do que foi dito, então seja objetivo, porém, sem perder qualidade. Sendo necessário mais tempo, procure envolver as pessoas ou então faça um pequeno intervalo antes de prosseguir.
- A sala que será utilizada comporta confortavelmente todos os convidados?

CRÉDITOS: Livro, EU, PRODUTO: Conhecendo e Desenvolvendo suas Habilidades
AUTOR: J. Martins
EDITORA: JRM Editora

* Seu caminho está sendo construído. Não importa o quanto você já andou por ele, ainda precisará ser complementado. Quão tortuoso e para onde ele o conduzirá dependerá de quais pedras você utilizará e em que direção as colocará. De uma coisa você pode ter certeza, escolhendo as pedras e a direção certa, você chegará onde quiser.

Motivação: Chave para o Sucesso Profissional.

Acredito que a motivação é a chama que nos mantém firmes, fortes e criativos, para o nosso desafio diário chamado viver feliz ! Há vários tipos de motivação: aquela que é estimulada positivamente pelas pessoas que gostam de nós; a que é estimulada por pressões externas, geralmente de pessoas que trabalham conosco ou esperam algo de nossas performances; e a que ao meu ver é a mais importante de todas: a que está em você, a automotivação!
Tenho certeza de que você conhece pelo menos uma pessoa que tem muita consciência da importância de sua força interna, da importância de acreditar em si mesmo, na sua capacidade, e tira daí a motivação para seguir adiante, apostando em seus sonhos e os concretizando. É aquele tipo de pessoa que você vê que se propõe a fazer ou obter algo e que mesmo que leve um certo tempo para realizar, consegue atingir seus objetivos com muita garra, muito trabalho, mas também muito prazer.
Esse processo interno de motivação é a conseqüência do que se faz, das suas ações voltadas ao auto-aprendizado, auto-estima e autoconfiança. A motivação é fundamental para a sua prosperidade, qualidade de vida e realização. Mas, o maior agente motivador que existe é você mesmo!
Você deve estar pensando no que é que você pode fazer para conseguir motivar-se diariamente. Bem, em primeiro lugar, você precisa de um objetivo de vida. Sem ele fica muito difícil ter auto-estima e motivação, aliás, tudo fica muito mais complicado.
Gosto de citar uma história que deixa claro o quanto é importante ter um objetivo de vida. Um escritor judeu conta que conseguiu sobreviver aos campos de concentração nazistas, mesmo possuindo uma saúde debilitada e uma estrutura física frágil, porque a sua vontade de viver e de concretizar seus sonhos era maior do que as suas limitações. Ou seja, seu sentido de vida, sua vontade de viver e conseguir concretizar tudo o que sonhava, fez com que se tornasse um homem resistente ao terror que enfrentou, e ainda o ajudou a superar barreiras.

Há outros pontos também muito importantes para a sua automotivação como:
• Ter prazer naquilo que você faz, para dar sempre o melhor de si e fazer diferente. Sim, ter um objetivo de vida e buscá-lo com prazer proporciona grande motivação e autoconfiança.
• Reconhecer e ser reconhecido por seu valor e importância. Você tem que dar o melhor de si todos os dias, porque além de passar a se valorizar mais, os outros também vão conseguir identificar o quanto você é importante, o quanto você é imprescindível, pois, pertence a um grupo, é necessário fazer parte dele, e isso o fará buscar sempre mais, ir muito além.
• Superar-se, buscando desafios. Isto já faz parte do quanto você é empreendedor na sua vida. Quando você busca desafios, você consegue se superar, acredita no seu potencial, alcança metas e concretiza seus sonhos. O desafio torna-o mais criativo e produtivo.
• Ter bom humor sempre. Se há uma maneira melhor de enfrentarmos crises e problemas temos a obrigação de usá-la, e o humor é uma das coisas mais importantes para manter nossa energia e motivação em alta! Assim como a superação, o humor também nos torna mais criativos e produtivos.
• Elogiar-se e receber elogios. Eu acredito que nós não fomos educados para elogiar os outros e tampouco elogiarmos a nós mesmos. É um erro, porque uma das melhores formas de se motivar e ser motivado é dar e receber elogios. Se o famoso pintor Pablo Picasso fazia suas mulheres - ele foi casado várias vezes - dizerem todos os dias a ele que ele era um gênio, por que é que você não pode fazer elogios e aplaudir a si mesmo?
A partir do momento que você consegue perceber seu valor, você passa a ter muito mais prazer e orgulho do que faz e, conseqüentemente, você se torna uma pessoa com muito mais confiança, auto-estima, sempre motivada e disposta a ir atrás dos seus sonhos.
Então, faça com que as outras pessoas percebam o seu esforço, a sua dedicação. E, mais do que isso, valorize-se e alimente a sua motivação!

Os 5 H’s do relacionamento humano.

E quais são os 5 H? Para quem ainda não conhece, são as seguintes palavras: Humor, Humildade, Humanidade, Harmonia e Honestidade.
Humildade não é sentir-se inferior, nem mostrar-se submisso. É ter consciência das próprias limitações e, ao mesmo tempo, ter vontade de se aprimorar. É aceitar críticas, acolher sugestões e compartilhar com os outros o que conhece.
Humanidade é a realização plena da natureza humana. Envolve os sentimentos de bondade e benevolência em relação aos semelhantes, ou de compaixão e piedade, em relação aos desfavorecidos. É uma atitude que faz bem a todos, e mais ainda a quem a pratica.
Harmonia é a capacidade de bem conviver, gerando um ambiente agradável e solidário, com verdadeiro espírito de equipe, totalmente afinado no alcance de objetivos comuns.
Honestidade é a valorização da verdade e da ética em todos os relacionamentos – pessoais, funcionais, comerciais etc. Uma equipe de trabalho que se fundamenta também na honestidade é mais sólida, mais confiante, mais segura e mais positiva em todas as suas ações e atitudes.
Por que deixei por último o Humor? Porque é um tema sempre presente em minhas palestras e livros. Algo nem sempre bem compreendido mais altamente importante, fundamental mesmo, em qualquer convívio. Sobre esse assunto há uma frase excelente de Half Warren, professor de Liderança: "O humor é um atributo dos líderes nestes tempos de rápidas mudanças e valorização do trabalho em equipe".
As pessoas com senso de humor tendem a ser mais criativas, menos rígidas, mais flexíveis e mais dispostas a considerar e incorporar novas idéias e métodos. O segredo do humor é ver as coisas por um outro ângulo. Situações que parecem sérias e difíceis tornam-se às vezes simples de se lidar, quando vistas de modo bem humorado.
Alegria é uma disposição mental extremamente positiva. O humor é útil até para alavancar nosso interesse por assuntos mais sérios. Em minhas palestras, aproveito conscientemente esse poder do humor, para ligar os assuntos – por vezes bastante profundos e complexos – mantendo as pessoas atentas e receptivas.
Humor é estado de espírito, disposição, temperamento. Está ligado ao ânimo de cada pessoa e também de todo o grupo. O humor do grupo influi no humor de cada pessoa e vice-versa. Isso vale para a população de uma cidade, ou do país, e vale também para a empresa. Este é sentido de um velho provérbio chinês, que deixo aqui para os leitores:
"Quem não sabe sorrir não deve abrir uma loja".

COACHING PERSONALIZADO

O que é, como se faz e quais as vantagens desta técnica que mesmo parecendo velha conhecida, tem recebido hoje, alto nível de aceitação e adoção.

Há tempos que a sistemática de Aconselhamento em Gestão tem sido uma ferramenta estratégica das empresas, notadamente no que se refere ao seu nível diretivo. Esta prática propicia uma análise conjunta, entre empresa (Presidência/Diretoria) e um Consultor Empresarial, ou membro Sênior de Conselho, para a criação de alternativas e definições estratégicas do negócio e, principalmente da gestão dos negócios. Esta prática, muito utilizada, acompanha as fases de processos de mudança das organizações e se fundamenta no princípio de que, em decisões estratégicas a diversidade de opiniões e de pontos de vista e análise são fundamentais para consolidar a eficácia das decisões.

O Coaching Personalizado segue a mesma tendência, mas não é a mesma coisa. Um dos aspectos similares entre as duas atuações refere-se à necessidade da diversidade na análise dos fatos e na visão de alternativas, isto quer dizer que a contribuição na análise e a opinião externa, advinda de um profissional sênior (sempre Sênior), nos possibilita melhor equacionamento dos problemas, maior isenção profissional e, muitas vezes, a descoberta de novas e originais alternativas para os problemas do dia a dia.
Esta é a primeira grande diferença entre o que chamamos de Aconselhamento em Gestão e o conceito atual de Coaching Personalizado. O Coaching Personalizado dirige-se ao acompanhamento das necessidades quotidianas dos executivos em geral. Referimo-nos ao acompanhamento das questões diárias de gestão, de estilos de liderança, de análise de alternativas, de dificuldades de ordem pessoal e, até mesmo, de dificuldades causada por processos de desenvolvimento e carreira. Por exemplo, há profissionais com grande competência técnica, mas com pouca experiência gerencial, de condução de equipes e de desenvolvimento de processos de análises estratégicas para seus negócios. Conheço, inclusive, casos de profissionais com altíssima capacidade de criação, com idéias consideradas brilhantes, mas, com alguma dificuldade para colocar seus pensamentos e suas ações dentro de um panorama organizado e objetivo para resultados. Em suma, o Coaching Personalizado tem como alvo principal, o executivo. O executivo é o Cliente, evidentemente que sob o prisma do negócio em que se encaixa a atuação deste executivo. Portanto, a organização é o referencial do processo.

No processo de Coaching Personalizado, como se pode prever, o aspecto pessoal do executivo tem importância superlativa. Suas características pessoais, seu posicionamento político e estratégico, seus pontos fortes e seus pontos fracos, suas necessidades de desenvolvimento e sua relação com pares, superiores e equipes são os elementos-chave da análise das estratégias de desenvolvimento objeto do Coaching.

O desenvolvimento de uma atuação em Coaching normalmente ocorre através de reuniões semanais, no próprio local de trabalho do executivo, com duração média de 80 minutos ( em local reservado e sem interrupções, normalmente no final do expediente – a confidencialidade é premissa básica do processo).

As vantagens da atuação de Coaching Personalizado podem ser posicionadas em várias áreas:
- Para a organização na otimização do desempenho de cargos importantes da estrutura, assim como no equacionamento das necessidades de desenvolvimento em áreas muito pouco atendidas por treinamentos ou cursos específicos.
- Para a equipe e pares no desenvolvimento de alternativas de melhor contribuição entre as áreas de interface.
- Para o executivo no que se refere à elevação do seu nível de satisfação pessoal, de auto-estima e, consequentemente da performance geral, dos negócios e da carreira em si.

E ainda, além da contribuição inevitável de profissionais especializados e com formação e experiência apropriadas para o exercício do Coaching Personalizado, a organização pode e deve desenvolver uma sistemática interna de Coaching, utilizando-se de seus próprios profissionais.
Para esta atividade interna alguns cuidados são imprescindíveis:
- A experiência e a senioridade são elementos necessários para o exercício da função de Coaching.
- A confidencialidade e ética são fatores notórios para o exercício e garantia de bons resultados. Mesmo que a organização pretenda estabelecer um sistema de acompanhamento de desenvolvimento onde todos os superiores hierárquicos tenham função de aconselhamento é necessários definir-se alguns profissionais escolhidos para a prática do Coaching, propriamente dito. Isto quer dizer que os superiores hierárquicos continuam responsáveis pelo processo de desenvolvimento técnico e profissional de cada colaborador. No entanto nos aspectos relacionados às questões pessoais devem ser acompanhadas por profissionais definidos para o Coaching. Esses profissionais não precisarão ter ascendência hierárquica com o executivo.
- Na atuação prática do Coaching Personalizado alguns procedimentos podem colaborar definitivamente para um bom resultado de aconselhamento. Relacionamos algumas para reflexão da postura adequada:
-
- OUVIR > Isso decorre de predisposição implícita em entender a razão do outro. Não está em questão discernir entre o certo e o errado antes de entender-se a verdadeira razão do fato. É adequado adotar-se uma postura isenta, procurando entender.
- PERCEBER > Queremos nos referir à ir além do imediato, buscar perceber além do que parece ser. É fundamental buscar-se as razões do efeito demonstrado. Neste caso é determinante uma boa compreensão da relação de causa e efeito. O efeito é sintoma. As causas devem ser os elementos-chave da análise da solução.
- REFLETIR > Talvez seja um dos elementos do perfil básico do profissional de Coaching. Checar sensações, testar e compreender o fluxo de raciocínio do executivo, desvendar o objetivo real implícito nos meandros das estratégias. Analisar conjuntamente a situação emergente que incomoda o executivo ou tem sido motivo de questionamento dos superiores ou pares ou ainda, tem dificultado o alcance de bons resultados.
- ANALISAR > Outro elemento importante do perfil do profissional de Coaching. Entender e refletir prós e contra, não contentar-se com o óbvio e pensar junto com o executivo são posturas fundamentais do procedimento de Coaching ( Entendam bem: pensar juntos e não no lugar do outro. Fazer com que o executivo encontre a melhor resposta pode, muitas vezes, exigir que se tenha paciência para deixá-lo errar.). Analisar conseqüências e perspectivas é fator determinante do papel do profissional de Coaching.
- PENSAR JUNTO > Como pode ser feito? Uma das formas é “espelhar” o raciocínio do executivo. Fazer o cliente “ouvir-se de fora”. Concluir, junto com o executivo, as próximas etapas. Checando alternativas e possibilidades e orientando.
- ORIENTANDO > A orientação pode ser melhor entendida como a definição de um “caminho”, discutido e analisado que permita uma ação LÓGICA E QUANTIFICÁVEL.
- QUANTIFICAÇÃO > A definição de indicadores, metas, prazos e desafios são fatores inerentes à ação de Coaching. O executivo deve entender e poder monitorar o seu próprio processo de desenvolvimento e crescimento. É fator de auto-motivação e de definição de alvos, mesmo que gradativos e progressivos. É função indelegável do profissional de Coaching estabelecer esses parâmetros de controle e acompanhamento. Nesta área é até permitido que ocorra uma ação mais pragmática e impositiva do aconselhador no sentido de definir um procedimento de acompanhamento quantificado.

Estas são, de maneira muito sintética, algumas características de atuação de um processo com imensas possibilidades de resultados como apenas o Coaching Personalizado pode propiciar à seus executivos e, consequentemente à sua Empresa. Posso afirmar, com muita convicção, que principalmente nos dias de hoje, a solidão dos executivos para a descoberta de caminhos alternativos do seu próprio desenvolvimento é, muitas vezes, um obstáculo difícil de ser solucionado sem uma “parceria” profissional.

A Importância do Espírito de Equipe

Hoje as empresas contratam pessoas que saibam trabalhar
em equipe e produzam resultados eficazes para o setor
Nunca se falou tanto sobre a importância do trabalho em equipe como agora. No setor empresarial, a procura por indivíduos que tenham habilidade para trabalhar em conjunto é cada vez maior e os próprios profissionais apontam esta característica como uma competência essencial. Somam-se numa equipe variadas experiências e comportamentos que, se bem aproveitados, trazem resultados superiores nas mais diversas situações.
Mas engana-se quem ainda pensa que equipe é somente o conjunto de pessoas que atuam juntas num determinado projeto, cada qual na sua função. O significado mudou e agora é bem mais amplo: a idéia é que haja um “espírito” de equipe: cada integrante deve saber qual é a sua atuação no grupo, mas considerando o todo e colaborando com idéias e sugestões para soluções eficazes e criativas.
Manter uma equipe coesa não é tarefa das mais fáceis. Somos seres humanos e temos nossas diferenças, mas um grande passo para a união é sabermos conciliá-las. É bom lembrar que uma equipe perfeita é aquela com maior diversidade de características e experiências entre os seus membros. Porém, o grupo deve ter predisposição para discutir diferentes assuntos, flexibilidade, capacidade de tratar as informações racionalmente – e não emocionalmente – aceitar críticas honestas e opiniões conflitantes. Equipes que encorajam esse tipo de prática vão aproveitar ao máximo as habilidades individuais dos integrantes.
Toda equipe tem um líder natural e deve ter também seus tripulantes (onde cada um tem a sua função) e não só passageiros. A diferença pode ser sutil, mas é significativa: os passageiros ficam encostados à janela do avião, esperando a magnífica aterrisagem, dirigida pelo comandante, mas os tripulantes colaboram com o comandante e com o sucesso da aterrisagem.
Por isso, é preciso saber que o resultado de um trabalho em equipe, além de contar com todos os integrantes está também condicionado a alguns fatores, que resumidamente são: estabelecer meta (antes de iniciar qualquer trabalho, a equipe precisa estabelecer um objetivo claro a ser cumprido), comunicação ( transparente e franca) e cooperação e execução. Se algum desses fatores tiver alguma falha e não for corrigida a tempo ela aparecerá no resultado final, e aí, adeus a todo o trabalho.
para que isso não venha a acontecer, e a equipe cumpra seus objetivos, cada integrante deve se preparar para ser o melhor. Muitos confrontos vão surgir no caminho, mas devem ser resolvidos, pois nada é impossível quando existe um “espírito de equipe”.