terça-feira, 20 de outubro de 2009

O Currículo como ferramenta de Marketing Pessoal

Como elaborar um currículo.
Tenho falado constantemente em minhas aulas no curso de Pedagogia Empresarial e de Inclusão, sobre a importância de enriquecermos nosso currículo acadêmico e profissional. Aí vão algumas dicas práticas de como elaborar um bom currículo.

Ser objetivo. Usar uma a duas páginas com fundo branco e letras convencionais.
Dar informações claras, precisas, coerentes e atualizadas.
Segue um exemplo :

NOME COMPLETO
Nacionalidade, estado civil, nascido em (data).
Endereço, bairro, cidade, estado, CEP.
Tel. fixo / celular ou de recados - e-mail
Objetivo : Cargo Pretendido (Áreas ou cargo da vaga anunciada)
Qualificações
Resumo profissional.
Citar resultados e realizações (procurar quantificar em porcentagem ou valores aproximados), participação em projetos, responsabilidades, histórias de sucesso, clientes atendidos, conhecimentos, sistemas, programas de informática, habilidades, pontos fortes, diferenciais ...
Priorizar dados relevantes ao cargo oferecido.

Histórico Profissional
Nome da última empresa
Cargo (mês/ano - atual)
Principais atividades :
Nome da penúltima empresa
Cargo (mês/ano a mês/ano)
Principais atividades :

Nome da ante-penúltima empresa
Cargo (mês/ano a mês/ano)
Principais atividades :
Formação
Nome do curso - Nome da Faculdade - Ano de Conclusão.

Cursos
Nome, entidade e data (somente os revelantes para seu objetivo).
Idiomas
Idioma - fluente, avançado, bons conhecimentos ou conhecimentos básicos.
Revisar várias vezes para evitar erros de português e digitação.
Pedir para alguém revisar também.
Imprimir com boa qualidade.
Manter o currículo atualizado.
Adequar o currículo à vaga pretendida desde que atenda aos requisitos.

Somente caso a empresa solicite :
- Pretensão salarial. Na Internet é importante colocar para você e o selecionador não perderem tempo.
- Foto
- Carta de apresentação (mini-currículo). Coloque o que a empresa procura logo nas primeiras linhas mas seja realista.
Ex. : Tenho grande interesse na vaga tal e nesta conceituada empresa. Quanto aos requisitos do cargo, sou formado em xx, tenho xx anos de experiência na área, inglês avançado, usuário de microinformática e disponibilidade para viagens. Além de tais resultados xxx que comprovam meus diferenciais xx.

Opcional e no final do currículo :
Serviço voluntário, hobby, viagens e características pessoais (habilidades). Útil para quem nunca trabalhou.

Não fazer :
Mentir, exagerar, citar números de documentos, anexar, assinar, escrever "eu" em demasia, usar gírias, enfeitar, usar linguagem muito formal, escrever demais ou fazer uma autobiografia.

CV na Internet :
Utilize palavras-chave da sua área que o selecionador usaria para fazer buscas de currículos.
Pesquise as novas exigências e novidades que o mercado de trabalho requer para a sua área.
O currículo é o seu cartão de visita.
Venda uma boa imagem e conseguirá a entrevista !

Atitudes importantes para quem busca uma colocação no mercado de trabalho.

Atitudes importantes para quem busca uma colocação no mercado de trabalho.
Muitos quando possuem uma entrevista de emprego, ficam extremamente nervosos e esuqecem de alguns detalhes importantes que fazem a diferença na hora da entrevista de seleção.

Preste atenção nas dicas!

Check-list :
Na véspera :

Imprimir um currículo atualizado.
Separar a roupa. Discreta, confortável, limpa e passada.
Lavar os cabelos e checar as unhas.
Planejar o trajeto. Ônibus em SP ligar 156.
Visitar o site da empresa a fim de conhecê-la melhor.
Verificar quem pode dar boas referências sobre você, como um ex-chefe ou ex-colega de trabalho.
Consultar uma pesquisa salarial no mercado para ter uma base de valores. Avaliar suas necessidades e expectativa salarial.
Ter uma boa noite sono.
No dia :
Começar a se arrumar com bastante antecedência deixando um tempo livre para imprevistos.
Ler no jornal as principais notícias do momento.
Evitar excessos : perfume, acessórios e maquiagem no caso das mulheres.
Levar o currículo, documentos, o endereço e o nome do entrevistador.
Chegar 15 minutos adiantado.
Desligar o celular.
Na recepção praticar a cortesia.
Não fumar ou mascar chicletes.
Corresponder ao aperto-de-mão do entrevistador com firmeza.
Um pouco de ansiedade ou nervosismo inicial é natural e humano mas procure relaxar e não demonstrar.
O entrevistador deve começar com um diálogo informal a fim de quebrar o gelo.
Caso ele diga “Fale sobre você”, liste sucintamente suas conquistas profissionais. Quando questionado, forneça mais detalhes.
Não decorar respostas prontas. Cada entrevista é diferente.
Ser natural, espontâneo, autêntico e verdadeiro.
Demonstrar entusiasmo pela vaga e energia. Mostre que você gosta do que faz e sabe o que quer.
Ouvir o entrevistador com atenção. Não ignorar perguntas. Colaborar.
Refletir antes de responder.
Responder às perguntas de forma clara e com precisão.
Evitar gírias, piadas, gargalhadas ou forçar intimidade com o entrevistador. Palavrão jamais.
Não falar demais, nem de menos.
Evitar dar muitas respostas curtas como sim e não. Interagir com o entrevistador.
Ser honesto, transparente e sincero. Informações podem ser investigadas. Ex.: responda resumidamente o motivo de saída na última empresa, último salário... etc.
Jamais falar mal da empresa, do chefe ou colegas de empregos anteriores.
Não agir como se estivesse pedindo um emprego. Manter a coluna reta.
Tentar identificar as necessidades da empresa.
Não usar gerúndios. Não dizer “eu vou estar verificando” e sim ”eu vou verificar”.
Trocar “eu acho” por “eu penso, tenho certeza ou vejo assim”.
Oportunamente responder :
Relatar exemplos de realizações, resultados e contribuições que conquistou para antigos empregadores como aumento de lucro, redução de custos, simplificação de processos, etc.
Cuidado para não parecer arrogante. Citar resultados que conquistou juntamente com a sua equipe.
Responder sobre seus objetivos a médio e longo prazo (cargos desejados, planos de estudo).
Relatar fatos que comprovem que você tem as características pessoais que o cargo exige.
Ressaltar seus diferenciais.
Informar quais contribuições você pode oferecer para a empresa : benefícios, soluções de problemas e resultados. Isto é muito importante.
Ninguém é perfeito. Sobre seus pontos fracos ou pontos a desenvolver (ex. perfeccionista, exigente) diga o que você está fazendo para melhorar, mas só toque no assunto se o entrevistador perguntar. Cautela para não se prejudicar.
Estar preparado para responder sobre qual o nome do último livro que você leu. Complementar com nomes de revistas ou sites especializados na sua área.
Perguntar suas dúvidas sobre o cargo e a empresa demonstrando interesse.
Quando questionada sua pretensão salarial, comente sobre a média de mercado pesquisada. O ideal é que o entrevistador fale um número primeiro. Não diga um valor exato e sim uma faixa, demonstrando flexibilidade. O objetivo é chegar a um acordo. Quando possível negocie salário, benefícios, plano de carreira...
Se o selecionador não tocar no fator remuneração, introduza o assunto no final da entrevista. Caso seja para um cargo executivo deixe para o final do processo. Primeiro venda seu peixe.
Questionar sobre as etapas do processo e a previsão de um retorno. Após a data prevista você tem o direito de ligar para obter uma posição. Infelizmente na realidade muitos selecionadores não dão um retorno aos candidatos.
Para a escolha de um candidato são necessárias várias entrevistas, geralmente com o representante da agência ou consultoria contratada, com o RH, o superior imediato e às vezes até com pares. Assim a escolha é decidida de forma compartilhada.
Dê o seu melhor nas entrevistas. Seja qual for o resultado de um processo seletivo, aproveite a experiência e siga em frente. Algumas vagas são suspensas por motivo de mudança de planejamento.
Esperamos que estas dicas ajudem você a se sentir mais preparado(a) para esta fase de transição.
O melhor está reservado pra você !

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Cursos de Capacitação de Professores

A Rhema Consultoria Pedagógica e Empresarial disponibiliza a escolas particulares, públicas e a instituições de ensino de modo geral, diversos cursos, seminários e palestras que visam a capacitação de profissionais na área de Educação Inclusiva, Literatura Infantil e Contação de Histórias.

Cursos oferecidos pela Rhema Consultoria Pedagógica e Empresarial:

* Ciranda da Imaginação: A Arte de contar, ler e ouvir histórias.
Curso de Capacitação para Contadores de Histórias

*A importância do brincar.
*Como lidar com crianças agressivas.
*Fantoches e marionetes.
*Brinquedos e brincadeiras.
*Como trabalhar a ludicidade na Educação Infantil.
*Cantigas de rodas


* Educação Inclusiva, Legislação e a Prática Pedagógica.

* Espetáculos - Contação de Histórias para crianças da Educação Infantil e das séries iniciais da Educação Fundamental(duração média de 1 hora)
- “Lendas e Mistérios do Folclore Brasileiro”
- “Responsabilidade com o meio ambiente”
- “Histórias de Inclusão e respeito às diferenças”
- “As mais Belas Fábulas”
- “Todo Dia é Dia de Índio”
- “Contos Populares do Brasil”
- “Histórias de Natal”
- “Contos de Animais”
- "Contos de Assombração"
- “ Histórias para dias especiais: Dia do Folclore, Dia das mães,...
Contação de Histórias e Educação Inclusiva


CURSO DE CAPACITAÇÃO PARA CONTADORES DE HISTÓRIA

OBJETIVOS
O Curso é uma proposta interdisciplinar que tem por objetivos:
• Sensibilizar o talento criativo do participante para ouvir e intuir histórias;
• Integrar o conhecimento e a sabedoria milenares das histórias ao nosso cotidiano;
• Familiarizar o participante com as técnicas e as artes de ouvir e contar e ler histórias;
• Estimular os participantes a contarem histórias em seu dia-a-dia.
• Ressaltar a importância da Literatura Infantil no processo de aprendizagem das crianças de Educação infantil e Ensino Fundamental.


ESTRATÉGIAS
A metodologia desta oficina contempla:
• Exercícios interativos, de sensibilização e observação de si mesmo e do outro;
• Atividades com jogos teatrais e artes plásticas aplicadas às técnicas de contação de histórias;
• Exercícios de ler, ouvir e contar histórias;
• Sensibilização e exercícios de psicomotricidade através da música;
• Momentos de embasamento teórico-prático por meio de leituras dirigidas e aulas
dialogadas;
• Oratória e correta utilização e cuidados com a voz;
• Criatividade e Imaginação;
• A Importância do repertório;
• O imaginário e o maravilhoso na Literatura Infantil;
• Figurino e recursos cênicos;

PÚBLICO-ALVO

O Curso: A Ciranda da Imaginação, destina-se a professores, pedagogos, coordenadores, diretores de escolas públicas ou particulares, recreacionistas e todos que estão envolvidos com a Educação Infantil e Ensino Fundamental de séries inicias, que pretendem ampliar e enriquecer seu trabalho. O curso oferece fundamentos teóricos, idéias, vivencias práticas, reconhecendo a Literatura Infantil como agente do desenvolvimento da curiosidade, criatividade, imaginação, desafiando os alunos a novas descobertas.

INVESTIMENTO:

R$ 120,00 (Cento e vinte reais)
Inclui: material didático apostilado, certificado e nota fiscal.
Consulte valores diferenciados por regiões e números de participantes.

Carga Horária:

O curso tem duração de 06 horas, podendo ser dividido em 2 módulos de 03 horas.

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Curso:

LEGISLAÇÃO, EDUCAÇÃO INCLUSIVA E A PRÁTICA PEDAGÓGICA

Educação Inclusiva

Objetivo:
Despertar nos alunos e professores a consciência cidadã de igualdade e respeito às diferenças, focando a importância da inclusão do indivíduo com deficiência em todos os aspectos da vida diária.

Neste curso abordaremos:
• Legislação sobre Inclusão de pessoas com necessidades educacionais especiais;
• História da Inclusão ao redor do mundo;
• Vivências e dinâmicas;
• Acessibilidade;
• Conceitos sobre as deficiências; Estatísticas sobre Inclusão;
• Contação de Histórias sobre Inclusão;
• Conhecendo as deficiências – Visual, auditiva, física, intelectual, múltiplas.
• Mercado de Trabalho para as pessoas com deficiência.

Público alvo:

Professores, pedagogos, alunos de pedagogia e magistério, coordenadores, diretores de escolas públicas ou particulares, recreacionistas e todos que estão envolvidos com a Educação e que pretendam ampliar e enriquecer seu trabalho.

Investimento:

R$ 120,00 (Cento e vinte reais)
Inclui: material didático apostilado, certificado e nota fiscal.
Consulte valores diferenciados por regiões e números de participantes.

Carga Horária:

O curso tem duração de 06 horas, podendo ser dividido em 2 módulos de 03 horas.

Consulte para saber condições especias para grupos.

Prof. Marcelo Clemente
e-mail: marceloclemens@terra.com.br
Celular (11) 7472-5474

Dicas de eventos na área da Educação

Confira a agenda, programe-se e participe!

A maioria dos eventos são gratuitos.

Aumente seu repertório cultural e melhore seu currículo.

Um abraço!

Prof. Marcelo Clemente

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Dia 03/10 – Seminário do Centro de Estudos da Escola da Vila
Valor: $ 191,00
Informações e inscrições:
www.vila.org.br

28/09 a 01/10 – Congresso Nacional das Licenciaturas.
Local: Universidade Presbiteriana Mackenzie
www.mackenzie.br/ii_congressolicenciatura.html

28/09 a 02/10 – Curso de Comunicação, visualidades e novas educações.
Local: Escola de Comunicação e Artes da USP.

29/09 – Desigualdades raciais na Educação.
Local: Faculdade de Educação da USP, às 18h.
Sala 116- Bloco B - F.: 3091-3519

30/09 – Oficina de Musicalização. O corpo e a música na formação de educadores.
Local: Faculdade de Educação da USP, às 19h.
Bloco B – sala 126

30/09 – Curso de formação de Professores. Deficiências e Inclusão Escolar.
19h30 às 22h30
Local: UNIFESP – Campus Guarulhos
Fone: 2495-8564

01 e 02/10 – Colóquio Hannah Arendt: Educação e o Mundo Moderno.
Inscrição: apoioacad@fe.usp.br
F.: 3091-3574
Local: Faculdade de Educação da USP.

06,07/10 – I Jornada Internacional Sobre Desaparecimento e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes e III Seminário Projeto Caminho de Volta.
Local: Auditório da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência - Av. Auro Soares de Moura Andrade, 564 - Portão 10 - Barra Funda - São Paulo/SP

ATENÇÂO: Devido ao grande número de interessados em participar da Jornada e por serem vagas limitadas, solicitamos a confirmação de sua inscrição por e-mail secretaria.winter@gmail.com até o dia 25 de setembro, após esta data a sua inscrição será cancelada.

07/10 – Fórum Paulista – Cultura da Infância.
Local: Sesc – Vila Mariana – Torre A - 19 h.
Rua Pelotas, 141
Gabriel@culturainfancia.com.br

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

FÓRUM PAULISTA CULTURA DA CRIANÇA

PRÓXIMA REUNIÃO DO FÓRUM PAULISTA CULTURA DA CRIANÇA

Local: Sesc Vila Mariana - Torre A

Dia: 07 de outubro (quarta-feira)

Horário: das 19h às 21h30

Endereço: Rua Pelotas, 141 - Vila Mariana (entre o metrô Paraíso e Ana Rosa)

Entrada Franca - Não há necessidade de inscrição

Informações: gabriel@culturainfancia.com.br

VIII Seminário de Metodologia do Ensino de Língua Portuguesa Formação Inicial do Professor e Repercussão na Sala de Aula

VIII Seminário de Metodologia do Ensino de Língua Portuguesa
Formação Inicial do Professor e Repercussão na Sala de Aula

Data: 07 e 08 de outubro de 2009

Dúvidas a respeito do VIII Seminário de Metodologia do Ensino de Língua Portuguesa podem ser enviadas para o seguinte endereço: smelp2009@yahoo.com.br.

Inscrição: $ 50,00 Local: Faculdade de Educação da USP

É com satisfação que comunicamos a realização do VIII Seminário de Metodologia do Ensino de Língua Portuguesa, cujo tema será Formação inicial do professor e repercussão na sala de aula. O evento ocorrerá em 07 e 08 de outubro de 2009 e terá os seguintes objetivos:

• Apresentar e discutir resultados de pesquisas e de novas experiências no campo da Metodologia de Ensino de Língua Portuguesa;

• Promover a socialização dos trabalhos dos alunos resultantes de seus estágios;

• Promover o intercâmbio entre professores do ensino fundamental, médio e superior e de estudantes;

• Propor novas reflexões sobre formação inicial e contínua de professores de Língua Portuguesa;

• Discutir novas demandas e novas perspectivas de abordagens para o ensino de Língua Portuguesa, Literatura e Lingüística.

A exemplo do que temos feito desde 2003, quando propusemos a realização do I Colóquio de Professores de Metodologia de Ensino de Língua Portuguesa e de Literatura , que neste ano será realizado na UFMA, de 03 a 06/11/09, bem como do que vimos investigando desde 2005, nesta edição do Seminário enfatizaremos as seguintes questões norteadoras das nossas preocupações em torno da especificidade das disciplinas encarregadas de fazer o elo entre linguagem e educação:

• A especificidade da disciplina Metodologia, ou Prática, ou Didática, de Ensino de Língua Portuguesa: Quais práticas dão contorno ao que é central na disciplina? Seleção de conteúdos? Formulação de atividades? Indicação de linhas teóricas mais eficazes para o trabalho na docência?

• A pluralidade de nomes e de endereços: Quais as razões e as conseqüências das variações como Didática da Língua e da Literatura, Prática de Ensino de...; Metodologia de... e outros? E da lotação do professor da disciplina, ora no Departamento de Letras, ora no Departamento de Educação, etc.?

• A natureza do relatório de estágio: como vem sendo conduzida a sua confecção? Com um caráter de reconhecimento da situação ou mais investigativo? Ele tem se tornado uma instância a mais de crítica à escola e às suas práticas cotidianas ou um estudo sobre a cultura escolar? Ele se constitui em um trabalho em que o licenciando pode exercitar a autoria?

• O papel, a importância e abrangência das práticas de estágio para a disciplina e para a formação do professor de Língua Materna e de Literatura: Como são avaliadas e valorizadas as experiências do estagiário? A realização do estágio, a presença do estagiário no cotidiano escolar, é também vista como um momento importante da pesquisa universitária? Como as universidades e as redes escolares se organizam para cumprir a LDB em relação às suas exigências legais em relação à formação do professor?

• A cultura institucional frente ao estágio: como lidar com uma cultura, infelizmente já instalada em muitas escolas, de fornecer a assinatura nas fichas de estágio sem que o estágio tenha sido realizado? Como instaurar projetos eficazes de trabalho em conjunto com a escola?

• A relação da disciplina com os documentos oficiais sobre o ensino de Língua Portuguesa, tais como PCNS, Propostas Estaduais, Municipais, etc: a disciplina deve estar a serviço da implantação destas propostas? É o lugar da crítica destas propostas? É um momento de teste? É um momento em que o aluno tem contato com as teorias que embasam as propostas?

• Os diálogos possíveis com as outras disciplinas: o que um aluno pode não saber ao chegar no estágio? Em que momento do curso a matrícula na disciplina é pertinente? Que tipo de leitura é pertinente fazer na disciplina? De reconhecimento de conteúdo? De busca de informação? De polemização?

• A atuação dos professores da disciplina enquanto área: Como tem sido nossa participação em eventos nacionais e internacionais? Há eventos regionais eventos específicos da área?

Essas questões têm motivado nossos esforços de pesquisa por meio de projetos que têm sido apoiados por diferentes órgãos:

• Representações concernentes à formação do professor de língua Materna: Estudos sobre a especificidade da disciplina “metodologia/didática/prática do ensino da Língua Materna” , apoiado pela Pró-reitoria de Pesquisa da USP, 2006 - 2008.

• Disciplinas da licenciatura voltadas para o ensino de Língua Portuguesa: saberes e práticas na formação docente , colaboração USP-UFMA, apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão- FAPEMA, 2008 - 2010.

• Projeto de Cooperação Acadêmica: Disciplinas da Licenciatura voltadas para o ensino de Língua Portuguesa , apoiado pelo Programa de Cooperação Acadêmica - PROCAD-CAPES (Processo No. 23038.0433099/2008-78), cooperação UFMA-USP-UERN, 2009-2013.

Temos a firme convicção de que a partir deste debate será possível reunir elementos para uma reorganização da área na busca de um perfil acadêmico e científico que faça jus à sua relevância na formação do professor de Língua Materna e de Literatura.

Contamos com a sua colaboração.

Comissão Organizadora

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Treinamento na Sociedade Pestalozzi de São Paulo.

A Pestalozzi de São Paulo convida você para participar do 3º Encontro de Formação - EnFor , com o tema “Atendimento a Diversidade: metodologia de projetos”.

O objetivo é proporcionar momento de reflexão e de discussão sobre aspectos relevantes no atendimento a diversidade do alunado.


Data: 18 de setembro de 2009

Horário: 18 às 20 horas

Local: Auditório da Pestalozzi de São Paulo

Inscrição pelo site: www.pestalozzisp.org.br, link “cursos”.

Investimento: R$ 20,00

Vagas Limitadas



Após a inscrição, enviar comprovante de depósito via fax, até o dia 14/09, segunda-feira.

Banco do Brasil - Ag. 0584-3 – c/c 9900-7

Fax: (11) 2905.3045 com nome e telefone para contato até a data limite de inscrição.

Exposição Matisse - na Pinacoteca. IMERDÍVEL !!!

Pinacoteca do Estado de São Paulo
Informa

Exposição Matisse Hoje poderá ser vista no feriado de 7 de setembro


Excepcionalmente na próxima segunda-feira, 7 de setembro, feriado em que se comemora o dia da independência do Brasil, a Pinacoteca do Estado abrirá exclusivamente para a exposição Matisse hoje. O ingresso será cobrado normalmente. A Estação Pinacoteca e o Memorial da Resistência estarão fechados, abrindo normalmente na terça-feira, dia 8.



Pinacoteca do Estado | Praça da Luz, 2 – 11 3324 1000

Aberta de terça a domingo, das 10 às 18h | R$ 6,00 e R$ 3,00 (meia). Grátis aos sábados

Treinamento - Escola da Vila

Está chegando mais um momento de encontro e atualização! A Programação de Outubro apresenta em propostas de curta duração (6 horas), os temas de maior receptividade e melhor avaliados em programações de férias já oferecidas. Será um espaço de aprendizagem, reflexão e troca mútua. A programação completa está disponível em nosso site www.vila.org.br, clique em agenda, 03 de outubro.


Os cursos oferecidos são:

C1. Estar na escola e ser da escola: um processo de formação.
Capacitadora: Daniela Munerato

C2. A resolução de problemas na construção de conceitos matemáticos.
Capacitadoras: Maria Clara A. P. Galvão e Lais Pereira de Oliveira

C3. Formação do leitor literário nas séries finais do F1 (4º e 5º ano).
Capacitadora: Catarina Kim

C4. O trabalho com ortografia e pontuação nas séries iniciais do Ensino Fund 1 (2º e 3º ano).
Capacitadora: Andréa Tambelli

C5. Escrever e ler em turmas de 5 e 6 anos.
Capacitadora: Fernanda Flores

C6. Pensar em conteúdos matemáticos para classes de Educação Infantil.
Capacitadora: Maria da Paz Castro (Gunga)

C7. A pintura na Educação infantil séries iniciais do Ensino fundamental 1.
Capacitadora: Karen Greif Amar

C8. A organização da rotina no Ensino Fundamental 1.
Capacitadora: Cláudia Tenório

Informações:

Data: 03 de outubro de 2009.
Horário: 8h30 às 17h
Local: Escola da Vila – Unidade Morumbi
Valor: R$191,00 à vista ou 2 parcelas de R$99,00 ou 3 parcelas de R$67,00 (Para Escolas ZDP 2009 1 bolsa integral + 40% de desconto nas demais inscrições).
Inscrições e mais informações: www.vila.org.br, clique em agenda.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

V Congresso Paulista de Educação Infantil



Inscrições: www.fe.usp.br

Realização: 08 a 11/09/2009

Horários: das 08h00 às 21h00
Local: FEUSP - Av. da Universidade, 308 - Cidade Universitária - SP
Docente (s): Maria Letícia Barros Pedroso Nascimento
Público Alvo: Profissionais da Educação, Estudantes e Associados do FPEI

Dez anos! Intensa efervescência dos Movimentos Sociais - Fóruns, MIEIB, Campanha - , da Sociedade Civil, do Poder Público e da Universidade.
Embates e debates sobre educação, criança, criança pequena, cultura, linguagens, etnia, gênero, financiamento, formação de professores, espaço físico, o que trabalhar com as crianças, “confusão” entre o público e o privado.
Acesso e facilidade na comunicação: Internet; sistemas tecnológicos; informatização.
Quase uma década de novo milênio e o desencadeamento de propostas como cidades educadoras, reconhecimento das crianças como atores sociais, articulação entre provisão, proteção e participação, construção de novos paradigmas.
O que tem significado a EI fazer parte da educação básica?
O que se entende por qualidade?
E por avaliação da qualidade?
Pesquisa, avanços e retrocessos na área. As relações instáveis entre as concepções presentes na legislação e as práticas sociais envolvendo a infância.Promulgação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional - Lei 9394/96, que dispõe sobre os direitos das crianças à educação, das Diretrizes Curriculares Nacionais para EI, do Plano Nacional de Educação, mudanças na LDB, revisão das Diretrizes, produção acadêmica, produção regional via secretarias de educação.
O Fórum Paulista de Educação Infantil - FPEI também comemora uma década na defesa dos direitos das crianças: seu acesso e usufruto a educação com qualidade.
Durante esse período, o FPEI tem promovido encontros, debates e o COPEDI, que em sua quinta edição, pretende promover o debate público sobre as trajetórias das políticas públicas em vigor, a construção da profissionalidade docente, e as praticas educativas resultantes.
EIXO 1 - Políticas públicas para a Infância
Ementa A Educação Infantil, como primeira etapa da educação básica - em processo de integração das instituições de educação e cuidado das crianças pequenas – conclama esforços coletivos de profissionais da área que, comprometidos com a infância, buscam garantir os direitos fundamentais, próprios e inalienáveis da criança. Questões como:
• Políticas de antecipação do ingresso da criança na escola;
• Ausência de continuidade do processo educacional na educação de crianças de zero a dez anos;
• Políticas de conveniamento ou a desresponsabilização do Estado com a educação das crianças de zero a três anos;
• Acompanhamento, supervisão e regulação da qualidade da educação evidenciam as múltiplas dimensões do campo e as dificuldades em concretizar os avanços legais e para enfrentar as suas conseqüências polêmicas no que se refere a financiamento, regulamentação, atendimento à demanda, formação profissional, condições de trabalho, ambientes das instituições, participação das famílias, políticas de educação formal e não-formal.
Nesta perspectiva, este eixo refere-se especialmente às experiências das gestões municipais, dos movimentos da sociedade civil (conselhos municipais e estaduais, fóruns, sindicatos, associações, ONGs) e das Universidades em torno dessas questões, assim como da articulação com os setores da assistência, saúde, cultura, urbanismo, entre outros, para que as políticas públicas voltadas para a infância possam, efetivamente, “pensar primeiro na criança”.
EIXO 2 - Bases Epistemológicas para pensar os tempos, espaços, relações e atividades da Infância:
Ementa: O grande desafio das Pedagogias da Infância é a interlocução entre as Ciências da Educação e as Artes, compreendendo os tempos, espaços, relações e atividades da infância no plano das fortes modificações sociais presentes na contemporaneidade.
Os conhecimentos acumulados nos campos da Filosofia, Pedagogia, Psicologia, Antropologia, História, Sociologia, Arquitetura e Artes permitem construir novos paradigmas para a educação infantil.
Neste eixo serão privilegiadas as produções que revelam e desvelam questões relativas às diferentes formas de vivência das infâncias nos ambientes educacionais coletivos (creches e pré-escolas), contemplando e contextualizando contribuições de precursores da educação infantil e pesquisadoras/es e teóricas/os contemporâneos.
EIXO 3 - Identidades, Formações e Desenvolvimento das/os profissionais de Educação Infantil
Ementa: A identidade profissional dos adultos envolvidos com a educação infantil é construída na extensão de suas experiências ao longo da vida e pelas concepções e representações sobre a infância, a educação e as práticas institucionais.
É revelada na pluralidade das identidades (de gênero, classe social, étnico-raciais etc) e se articula às propostas curriculares de formação inicial e continuada e com os processos de desenvolvimento profissional, tendo uma nova perspectiva de educação infantil que traduza vivências acumuladas e pesquisas realizadas que não antagonizem a cultura lúdica e as culturas da escrita.
EIXO 4 - Práticas Pedagógicas, Culturas Infantis e Produção Cultural para crianças
Ementa: Este eixo pretende apresentar, problematizar e debater teorias e práticas pedagógicas que enfoquem a construção de Pedagogias da Infância e que contemplem as crianças e as professoras/es como protagonistas de uma relação educativa que envolve também as famílias, articulando-as à produção das diferentes linguagens e culturas tecidas pelas crianças. Pretende-se também destacar a variedade da produção cultural dirigida à Infância, revelando os contrastes presentes nas propostas pedagógicas, nas mídias e demais ações voltadas para as crianças.
folder:http://www3.fe.usp.br/secoes/cem/evento/cartazes_eventos/COPEDI_A4.pdf


LOCAL: FEUSP/Paço das Artes

Programa

Terça-feira:

14h30 - Credenciamento Auditório da FEUSP Processo Eleitoral: Grupo Gestor Associação Amigos do Fórum Paulista de Educação Infantil (AAFPEI)

20h00 - Conferência de Abertura: Educação Infantil: balanço de uma década de luta

Quarta –feira:

9h00 - Conferência Eixo 2 Tempos, espaços, relações e atividades da Infância
10h30 - café
11h00 - Simpósios
1. Demanda em Educação Infantil
2. Creches na universidade
Mesas Redondas
1. Memória: Uma década de Políticas Públicas para a Infância
2. Memória: uma década de debate epistemológico sobre a educação da infância
7. Relações étnico-raciais: construção de identidades
4. Memória: construção cultural para crianças e culturas produzidas por crianças
12h30 - almoço
14h30 - Conferência
Eixo 3 Identidades, Formações e Desenvolvimento das/os profissionais de Educação Infantil 16h00 - café
16h30 - Comunicações Painéis Vídeos Salas de Aula

18h00 - jantar
20h00 - Atividade cultural externa

Quinta –feira:

9h00 - Conferência
Eixo 1 Políticas públicas para a Infância
10h30 -
café 11h00
Simpósios
3. Propostas curriculares para a Educação Infância
4. Territórios da infância – espaços alternativos
Mesas Redondas
5. Crianças são sujeitos de direitos. Que sujeitos? Que direitos?
6. A criança e a cidade
3. Memória: uma década de luta pela profissionalização
8. Em foco: os bebês

12h30 - almoço
14h30 - Comunicações Painéis Vídeos Salas de Aula
16h30 - Visitas monitoradas: creches central e oeste, museus (MAC, MAE, Paço, do brinquedo) Labrimp, IEB

18h00 - Reunião aberta ao MIEIB
20h00 - Jantar por adesão

Sexta –feira:

9h00 - Conferência
Eixo 4: Práticas Pedagógicas, Culturas Infantis e Produção Cultural para crianças
10h30 - café
11h00 - Simpósios
5. Movimentos Sociais pela criança de 0 a 6 anos
6. Socialização e Mídia Mesas Redondas
9. A Educação Infantil: implicações legais e pedagógicas
10. Caminhos da pesquisa na Educação Infantil
11. Mobilização e organização dos profissionais da Educação Infantil
12. Imagem e Movimento: provocações de diálogos com as infâncias

12h30 - almoço
14h30 - Assembléia de Encerramento Divulgação de Resultados do Processo Eleitoral do FPEI




V CONGRESSO PAULISTA DE EDUCAÇÃO INFANTIL - FEUSP
Paço das Artes: 08 a 11 de Setembro de 2009 - São Paulo

Inscrição on-line no evento

PERFIL DO PÚBLICO PARTICIPANTE
Profissionais; estudantes e pesquisadores da área de educação comprometidos com a infância e a educação infantil.
PERFIL DOS (AS) PROFISSIONAIS CONVIDADOS (AS)
Profissionais; professores(as), gestores(as), pesquisadores(as) e especialistas das esferas nacional e internacional, comprometidos com questões da infância e da educação infantil.
TEMA: Educação Infantil: balanço de uma década de luta.
ORGANIZAÇÃOO V COPEDI está organizado em quatro eixos, a saber:
1 - Políticas públicas para a Infância;
2 - Bases Epistemológicas para pensar os tempos, espaços, relações e atividades da Infância;
3 - Identidades, Formações e Desenvolvimento das/os profissionais de Educação Infantil;
4 - Práticas Pedagógicas, Culturas Infantis e Produção Cultural para crianças.
Conferência de Abertura: Educação Infantil: balanço de uma década de luta
EIXO 1 - Políticas públicas para a Infância
Simpósios:
5. Movimentos Sociais pela criança de 0 a 6 anos
1.Demanda em Educação InfantilMesas:
1.Memória: Uma década de Políticas Públicas para a Infância
5. Crianças são sujeitos de direitos. Que sujeitos? Que direitos?
9. A Educação Infantil: implicações legais e pedagógicas
EIXO 2 - Bases Epistemológicas para pensar os tempos, espaços, relações e atividades da Infância
Simpósios:
4. Territórios da infância – espaços alternativos
6. Socialização e Mídia
Mesas:
2. Memória: uma década de debate epistemológico sobre a educação da infância
6. A criança e a cidade
10. Caminhos da pesquisa na Educação Infantil
EIXO 3 - Identidades, Formações e Desenvolvimento das/os profissionais de Educação Infantil
Conferência
Mesas:3. Memória: uma década de luta pela profissionalização
7. Relações étnico-raciais: construção de identidades
11. Mobilização e organização dos profissionais da Educação Infantil
EIXO 4 - Práticas Pedagógicas, Culturas Infantis e Produção Cultural para crianças
Simpósios:
3. Propostas curriculares para a Educação Infância
2. Creches na universidadeMesas:
4. Memória: construção cultural para crianças e culturas produzidas por crianças
8. Em foco: os bebês
12. Imagem e Movimento: provocações de diálogos com as infâncias

domingo, 17 de maio de 2009

EDGAR MORIN: 'O mestre tem obrigação de formar'

EDGAR MORIN: 'O mestre tem obrigação de formar'

Para o senhor, que é considerado o papa do pensamento complexo, qual o futuro do conhecimento?
Não sou um profeta, mas espero que o conhecimento complexo possa ser esmiuçado e desenvolvido. Isso permitiria a cada indivíduo assumir melhor o seu destino individual e coletivo em sua nação e, também, o da espécie humana. Mas não estou convicto de que o conhecimento vá conseguir generalizar-se. Afinal, o futuro é tão incerto, que fica difícil arriscar qualquer previsão.

Por que faz críticas severas à fragmentação do conhecimento?
Tentar analisar o todo através de uma parte torna os espíritos míopes. É como enxergar apenas uma cor do arco-íris. As conseqüências podem ser irreversíveis.

A televisão é acusada de incitar a violência entre os jovens. Qual o papel do educador frente a essa questão?
A função dos mestres não é apenas cumprir a carga horária e o conteúdo programático. Os educadores devem, a partir do teor de suas classes, explorar temas afins. Em uma determinada aula, o professor pode, por exemplo, criar um espaço para debater os programas de televisão. Os estudantes devem ser esclarecidos de modo que a mídia seja interrogada e vista sob um prisma crítico. O que acho ruim é a posição de se sentir em uma cidadela atacada. Os jovens precisam perceber como são construídos os programas: sua montagem, estrutura e funcionamento. Outro exemplo são as telenovelas, cuja audiência é significativa. Por que elas apaixonam e atraem? Mas, enfim, em vez de ficar criticando a influência persuasiva da mídia e culpá-la pelo aumento da violência, devemos abastecer nossos jovens para que possam assistir à programação criticamente.

Nesta época de globalização, é importante para a sobrevivência profissional o domínio de outra língua?
É imprescindível que as pessoas saibam três ou quatro línguas. Entendemos melhor o ponto de vista de outro povo quando conhecemos sua língua. Além disso, precisamos estar à altura de um novo mundo de comunicação que está sendo criado.

As crianças estão sendo atraídas pelos computadores antes de aprenderem a escrever. Quais os efeitos do uso prematuro das tecnologias?
A tecnologia agiliza processos e, principalmente, a busca pelas informações. Dessa forma, criam-se nos usuários novos tipos de percepção e ritmo. Não vejo com pessimismo o uso das tecnologias aplicadas ao conhecimento. O problema é a falta de diálogo, a compartimentalização do conhecimento. As questões mais profundas de nossa sociedade não estão na mídia, mas no processo que nos torna cada vez mais dependentes e em busca do dinheiro, da sobrevivência.

Por que o senhor diz que a brincadeira é uma forma de aprendizado?
A ludicidade é sempre muito interessante. Quer seja num jogo de cartas, quer seja no futebol, as crianças aprendem a interpretar o silêncio, as atitudes do outro parceiro, a situação que está sendo proposta naquele momento. Além disso, as brincadeiras aguçam a imaginação.

Como deve ser a Educação no próximo século?
É preciso que ela tenha a idéia da unidade da espécie humana, sem encobrir sua diversidade. Há uma unidade humana, que não é dada somente pelos traços biológicos do ser, assim como há a diversidade marcada por outros traços que não os psicológicos, culturais e sociais. Compreender o ser humano é entendê-lo dentro de sua unidade e de sua diversidade. É necessário conservar a unidade do múltiplo e a multiplicidade do único. A Educação, e esse é o desafio que se coloca para os professores do futuro, deve ilustrar o princípio de unidade e de diversidade em todos os seus domínios.

Entrevista concedida à jornalista Viviane Viana, de O Dia, publicada na edição 27/06/2000 - Rio de Janeiro RJ

Philippe Perrenoud - Dez Novas Competências para Ensinar

Philippe Perrenoud
Dez Novas Competências para Ensinar
Porto Alegre (Brasil), Artmed Editora, 2000.
O oficio de professor está se transformando : trabalho em equipe e por projetos, autonomia e responsabilidades crescentes, pedagogias diferenciadas, centralização sobre os dispositivos e as situações de aprendizagem…
Este livro privilegia as práticas inovadoras e, portanto, as competências emergentes, aquelas que deveriam orientar as formações iniciais e continuas, aquelas que contribuem para a luta contra o fracasso escolar e desenvolvem a cidadania, aquelas que recorrem à pesquisa e enfatizam a prática reflexiva.
Dez grandes familias de competências foram escolhidas e desenvolvidas : 1) organizar e dirigir situações de aprendizagem ; 2) administrar a progressão das aprendizagens ; 3) conceber e fazer com que os dispositivos de diferenciação evoluam ; 4) envolver os alunos em suas aprendizagens e em seu trabalho ; 5) trabalhar em equipe ; 6) participar da administração da escola ; 7) informar e envolver os pais ; 8) utilizar novas tecnologias ; 9) enfrentar os deveres e os dilemas éticos da profissão ; 10) administrar a própria formação continua.
Pode-se utilizar este livro como um referencial coerente orientado para o futuro, um guia destinado àqueles que procuram compreender para onde se encaminha o ofício de professor.
O sociólogo suíço Philippe Perrenoud é uma referência essencial para os educadores no Brasil pelo fato de suas idéias pioneiras e vanguardistas sobre a profissionalização de professores e a avaliação de alunos serem hoje consideradas fonte única para todos pesquisadores em educação e assessores em políticas educacionais, estando na base, inclusive, dos Novos Parâmetros Curriculares Nacionais e do Programa de Formação e Professores Alfabetizadores do MEC (PROFA), estabelecidos pelo MEC.

Philippe Perrenoud é sociólogo suíço, professor na Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação na Universidade de Genebra, autor de vários títulos importantes na área de formação de professores, hoje considerados leitura obrigatória para os profissionais do ensino. Perrenoud é um dos educadores mais conhecidos por suas obras e por suas idéias pioneiras sobre a avaliação em sala de aula e sobre a profissionalização do professor. Autor de "Avaliação - Da excelência à regulação das aprendizagens” e "Construir as competências desde a escola", “Pedagogia Diferenciada” e o best-seller “Dez nova competências para ensinar”. Foi depois do doutorado em Sociologia, em que estudou as desigualdades sociais e a evasão escolar, que o professor passou a se dedicar ao trabalho com alunos, às práticas pedagógicas e ao currículo dos estabelecimentos de ensino do cantão de Genebra.




Introdução : Novas competências profissionais para ensinar
1. Organizar e dirigir situaçôes de aprendizagem
Conhecer, para determinada disciplina, os conteùdos a serem ensinados e sua tradução em objetivos de aprendizagem
Trabalhar a partir das representações dos alunos
Trabalhar a partir dos erros e dos obstáculos à aprendizagem
Construir e planejar dispositivos e seqüências didáticas
Envolver os alunos em atividades de pesquisa, em projetos de conhecimento

Para "organizar e dirigir situações de aprendizagem", o livro propõe competências mais específicas, como conhecer, para determinada disciplina, os conteúdos a serem ensinados e sua tradução em objetivos de aprendizagem. "A competência requerida hoje em dia é o domínio dos conteúdos com suficiente fluência e distância para construí-los em situações abertas e tarefas complexas, aproveitando ocasiões, partindo dos interesses dos alunos, explorando os acontecimentos, em suma, favorecendo a apropriação ativa e a transferência dos saberes, sem passar necessariamente por sua exposição metódica, na ordem prescrita por um sumário", argumenta Perrenoud.

"organizar e dirigir situações de aprendizagem" exige ainda, segundo o livro, trabalhar a partir das representações dos alunos, pois isso pode ajudá-los na aproximação do conhecimento científico a ser ensinado. Trabalhar a partir dos erros e dos obstáculos à aprendizagem seria outra competência mais específica, já que considera o erro uma ferramenta para ensinar, "um revelador dos mecanismos de pensamento do aprendiz". O professor também deve saber construir e planejar dispositivos e seqüências didáticas, além de envolver os alunos em atividades de pesquisa, em projetos de conhecimento.

Philippe Perrenoud - Dez Novas Competências para Ensinar

Philippe Perrenoud
Dez Novas Competências para Ensinar
Porto Alegre (Brasil), Artmed Editora, 2000.
O oficio de professor está se transformando : trabalho em equipe e por projetos, autonomia e responsabilidades crescentes, pedagogias diferenciadas, centralização sobre os dispositivos e as situações de aprendizagem…
Este livro privilegia as práticas inovadoras e, portanto, as competências emergentes, aquelas que deveriam orientar as formações iniciais e continuas, aquelas que contribuem para a luta contra o fracasso escolar e desenvolvem a cidadania, aquelas que recorrem à pesquisa e enfatizam a prática reflexiva.
Dez grandes familias de competências foram escolhidas e desenvolvidas : 1) organizar e dirigir situações de aprendizagem ; 2) administrar a progressão das aprendizagens ; 3) conceber e fazer com que os dispositivos de diferenciação evoluam ; 4) envolver os alunos em suas aprendizagens e em seu trabalho ; 5) trabalhar em equipe ; 6) participar da administração da escola ; 7) informar e envolver os pais ; 8) utilizar novas tecnologias ; 9) enfrentar os deveres e os dilemas éticos da profissão ; 10) administrar a própria formação continua.
Pode-se utilizar este livro como um referencial coerente orientado para o futuro, um guia destinado àqueles que procuram compreender para onde se encaminha o ofício de professor.
O sociólogo suíço Philippe Perrenoud é uma referência essencial para os educadores no Brasil pelo fato de suas idéias pioneiras e vanguardistas sobre a profissionalização de professores e a avaliação de alunos serem hoje consideradas fonte única para todos pesquisadores em educação e assessores em políticas educacionais, estando na base, inclusive, dos Novos Parâmetros Curriculares Nacionais e do Programa de Formação e Professores Alfabetizadores do MEC (PROFA), estabelecidos pelo MEC.

Philippe Perrenoud é sociólogo suíço, professor na Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação na Universidade de Genebra, autor de vários títulos importantes na área de formação de professores, hoje considerados leitura obrigatória para os profissionais do ensino. Perrenoud é um dos educadores mais conhecidos por suas obras e por suas idéias pioneiras sobre a avaliação em sala de aula e sobre a profissionalização do professor. Autor de "Avaliação - Da excelência à regulação das aprendizagens” e "Construir as competências desde a escola", “Pedagogia Diferenciada” e o best-seller “Dez nova competências para ensinar”. Foi depois do doutorado em Sociologia, em que estudou as desigualdades sociais e a evasão escolar, que o professor passou a se dedicar ao trabalho com alunos, às práticas pedagógicas e ao currículo dos estabelecimentos de ensino do cantão de Genebra.




Introdução : Novas competências profissionais para ensinar
1. Organizar e dirigir situaçôes de aprendizagem
Conhecer, para determinada disciplina, os conteùdos a serem ensinados e sua tradução em objetivos de aprendizagem
Trabalhar a partir das representações dos alunos
Trabalhar a partir dos erros e dos obstáculos à aprendizagem
Construir e planejar dispositivos e seqüências didáticas
Envolver os alunos em atividades de pesquisa, em projetos de conhecimento

Para "organizar e dirigir situações de aprendizagem", o livro propõe competências mais específicas, como conhecer, para determinada disciplina, os conteúdos a serem ensinados e sua tradução em objetivos de aprendizagem. "A competência requerida hoje em dia é o domínio dos conteúdos com suficiente fluência e distância para construí-los em situações abertas e tarefas complexas, aproveitando ocasiões, partindo dos interesses dos alunos, explorando os acontecimentos, em suma, favorecendo a apropriação ativa e a transferência dos saberes, sem passar necessariamente por sua exposição metódica, na ordem prescrita por um sumário", argumenta Perrenoud.

"organizar e dirigir situações de aprendizagem" exige ainda, segundo o livro, trabalhar a partir das representações dos alunos, pois isso pode ajudá-los na aproximação do conhecimento científico a ser ensinado. Trabalhar a partir dos erros e dos obstáculos à aprendizagem seria outra competência mais específica, já que considera o erro uma ferramenta para ensinar, "um revelador dos mecanismos de pensamento do aprendiz". O professor também deve saber construir e planejar dispositivos e seqüências didáticas, além de envolver os alunos em atividades de pesquisa, em projetos de conhecimento.

sábado, 18 de abril de 2009

Ambiente Inclusivo na Educação Infantil

A construção de um ambiente inclusivo pressupõe a articulação de um coletivo de educadores e funcionários da instituição de educação infantil. A educação infantil é uma etapa privilegiada para o avanço em direção aos objetivos da educação inclusiva. Não há momento melhor do que a infância para se promover o aprendizado das diferenças, envolvendo-se nesse processo também pais e professores. A inclusão é um processo que implica sentimentos, oportunidades e desejos, sendo o preconceito a principal barreira a ser enfrentada. O preconceito é uma atitude que nem sempre coincide com a ação manifesta, podendo estar presente mesmo quando as ações desenvolvidas não permitam percebê-lo. Os preconceitos são introjetados a partir das relações sociais e constituem um julgamento que antecede a experiência: há sempre um desconhecimento em relação àquele que é alvo do preconceito.
Já ouvi de várias pessoas a crença de que as crianças pequenas não têm preconceitos, o que não é verdade. As crianças também introjetam preconceitos e os reproduzem nas suas relações. Não é necessário que haja a intenção de ensinar o preconceito às crianças, nem é preciso falar sobre esse assunto; elas são capazes de ler as atitudes preconceituosas presentes nos adultos com quem convivem e, com medo de perder o seu amor ou a sua admiração, aderem aos preconceitos. É sob a forma de ameaça que eles são introjetados (Crochík, 1995), o que nos leva a pensar que um ambiente acolhedor e propício ao diálogo minimize tal necessidade de adesão.
A experiência de inclusão de crianças deficientes na Creche Oeste, pertencente à rede de creches da Coordenadoria de Assistência Social da Universidade de São Paulo (COSEAS/USP), da qual participei como diretora até 2004, deixa evidente o medo subjacente às relações que envolvem as deficiências e outras diferenças significativas. Como bem apontou Amaral, "a deficiência jamais passa em 'brancas nuvens', muito pelo contrário: ameaça, desorganiza, mobiliza" (1995, p. 112), fugindo ao esperado e provocando a hegemonia do emocional. O medo e outros sentimentos, como raiva, nojo, culpa, etc., nem sempre são facilmente identificáveis e podem permanecer invisíveis, embora estejam atuantes.
Nossos sentimentos nem sempre correspondem ao que consideramos certo e mais adequado, o que pode criar situações difíceis e embaraçosas. Tive oportunidade de testemunhar o depoimento de uma professora que revelou a um grupo de educadores sua dificuldade em se aproximar de uma criança com deficiência múltipla. Embora fosse favorável à inclusão, seus sentimentos eram incompatíveis com as suas intenções, o que lhe provocava um grande sofrimento. O caminho que ela encontrou foi o de buscar uma aproximação com essa criança nos momentos em que ninguém estivesse olhando. Ela tinha medo das próprias emoções e precisava experimentar-se sem que se sentisse ameaçada pelos olhares dos outros. Aos poucos, foi conseguindo aproximar-se e superar suas barreiras internas. Ao revelar ao grupo esse percurso, ela abriu caminho para que outros educadores pudessem reconhecer-se nessa experiência, o que contribuiu para a criação de um clima acolhedor e tolerante em relação aos limites de cada um.
No entanto, o respeito ao limite dos professores não deve ter como conseqüência adiar-se o atendimento às crianças. Ninguém deve esperar. A idéia de que todos têm de estar prontos para começar adia o direito às oportunidades de desenvolvimento daqueles que são postos a esperar, fato que pode gerar conseqüências irreversíveis. "Pesquisas têm mostrado que as mudanças de atitude não têm de preceder as mudanças de comportamento" (Schaffner e Buswell, 1999, p.83), o que nos leva a pensar que as dificuldades - internas e externas - devem ser enfrentadas à medida que surjam. Não existe uma lógica das relações que permita prescrever um caminho. A busca das respostas para as nossas dúvidas deve ocorrer a partir da reflexão sobre cada experiência, de preferência de forma compartilhada. O isolamento do professor pode levar ao sentimento de desamparo, que se reproduz como abandono nas relações com as crianças.
O professor produz um saber a partir da reflexão sobre a sua experiência. Esse saber é importantíssimo e deve dialogar com o de outros especialistas. Algumas vezes, pude observar posicionamentos de escolas e professores que delegam a médicos, psicólogos, fonoaudiólogos, fisioterapeutas ou mesmo a profissionais de outras áreas decisões sobre a permanência de alunos deficientes em escolas regulares. Considero perigoso partir do princípio de que a opinião de um profissional vale mais que a de outro e acredito que a experiência com o professor em sala de aula deve sempre ser levada em conta. Afinal, ele também deve estar incluído nesse processo.
A construção de um ambiente inclusivo pressupõe a articulação de um coletivo de educadores e funcionários da instituição de educação infantil. Esse coletivo estende-se às crianças, aos pais e à comunidade. O compromisso com uma moral voltada à construção de uma sociedade humana, em que as diferenças possam coexistir, deve traduzir-se em ações concretas. Em um ambiente inclusivo, as necessidades de todos os envolvidos nos processos de inclusão têm de ser consideradas. Quando me refiro a todos, tenho em mente crianças, professores, pais e funcionários, que participam direta ou indiretamente do processo educacional. Os sentimentos e pensamentos presentes e atuantes nas relações precisam ser acolhidos e compartilhados para que as barreiras atitudinais possam ser superadas (Sekkel, 2003).
A experiência da Creche Oeste permite afirmar que todas as crianças podem ser incluídas na educação infantil, o que deve ser alcançado sem se perder de vista os objetivos da proposta educacional e mediante a construção de um ambiente inclusivo. Não cabe estender essa afirmação aos outros níveis de ensino, cujas especificidades tornam necessárias outras considerações.
Marie Claire Sekkel
REFERÊNCIAS
AMARAL, L.A. Conhecendo a deficiência (em companhia de Hércules). São Paulo: Robe Editorial, 1995.
CROCHÍK, J.L. Preconceito: indivíduo e cultura. São Paulo: Robe Editorial, 1995.
SCHAFFNER, C.B.; BUSWELL, B. Dez elementos críticos para a criação de comunidades de ensino inclusivo e eficaz. In: STAINBACK, S.; STAINBACK, W. Inclusão: um guia para educadores. Porto Alegre: Artmed. 1999. SEKKEL, M.C. A construção de um ambiente inclusivo na educação infantil: relato e reflexão sobre uma experiência. Tese de doutorado. Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo, 2003.

RETIRADO: 20/05/08
http://www.revistapatio.com.br/conteudo_exclusivo_conteudo.aspx?id=7

Imaginação: A mente e o sonhar.

Ser homem não é somente estar no mundo junto com os outros, limitado em sua existência corpórea, social, histórica, lingüística. Ser homem é ser também capaz de transcendência, de transformar o visto em algo novo, de buscar a unidade essencial da alma, de conectar-se com sua subjetividade e trazer á finitude do mundo fenomênico, o infinito do ser. E uma das formas de buscar esse desvelamento do que é imortal, dá-se através da atividade criadora. Através da criação de um poema, de uma estória, de uma obra de arte o homem constrói a si mesmo, revela novos significados aos materiais que já existiam antes dele, transforma o mundo em que vive, busca a si mesmo e se auto-reconhece. Essa criação porém, ocorre dentro de todo um processo ao qual a imaginação preside. É a imaginação esta faculdade que se coloca além do espaço e do tempo, a responsável pela criação de novas significações e novas imagens dentro da linguagem. E segundo o dicionário Welster a imaginação também é o ato ou poder de formar imagens mentais do que não está realmente presente, do que jamais foi experimentado ou de criar novas imagens e idéias pela combinação de experiências anteriores. Assim, através da imaginação o indivíduo alcança um mundo onde tudo é possível, onde os objetos, diferentes da realidade da percepção, são vistos em sua totalidade, existem em unicidade com seu criador, e dependem muitas vezes das lembranças de quem os imagina. Porém na imaginação não existem limites e nem tudo se revela como fruto do passado. Um exemplo disso é que podemos imaginar um pégaso quando tudo o que conhecemos ou lembramos do mundo real, são cavalos. Pois a imaginação é autônoma e tão importante quanto a percepção e o pensar. Já que é “na imaginação que o homem começa a criar seu universo através de uma cadência rítmica criada pelo artista e que conduz á revelação e ao reconhecimento.” Revelação e reconhecimento dos próprios impulsos com os quais o indivíduo comum não sabe como lidar e que o artista explicita em sua obra dando a eles um tratamento que os resignifica. Desta maneira podemos enxergar o artista como “o homem criador que consegue pelo poder da imaginação, revelar o sentido oculto das coisas.”
Neste contexto,encontramos a fala de Otavio Paz que citando o poeta inglês Coleridge, nos diz: “a imaginação é o dom mais alto do homem e em sua forma primordial a faculdade original de toda percepção humana. A imaginação transcedental é a raiz da sensibilidade e do entendimento que torna possível o juízo. A imaginação desdobra ou projeta os objetos e sem els não haveria nem percepção, nem juízo, assim, desdobra-se e apresenta os objetos á sensibilidade e ao entendimento. Sem essa operação – na qual consiste propriamente o que chamamos de imaginar- seria impossível a percepção. Razão e imaginação não são faculdades opostas: a segunda é o fundamento da primeira e o que permite perceber e julgar o homem.Porém a imaginação é mais do que um órgão do conhecimento, mas também a faculdade de expressá-lo em símbolos e mitos. Nesse segundo sentido o saber que a imaginação nos entrega não é realmente um conhecimento: é o saber supremo. Imaginação e razão, em sua origem uma só e mesma coisa, terminam por se fundir numa evidência que é indizível, exceto através de uma representação simbólica: o mito. Desta forma, além de ser a condição necessária para toda a percepção é também uma faculdade que expressa mediante mitos e símbolos, o saber mais alto.”
Saber este que leva o indivíduo ao reconhecimento de si mesmo. A imaginação é assim, um órgão que não só possibilita o conhecimento do mundo, mas também o auto-conhecimento.
No processo de descoberta e crescimento, ao imaginar, isto é, ao criar suas primeiras ficções a criança prepara-se para o diálogo. A imagem e o símbolo são nela provisoriamente o outro , uma forma de satisfazer seu instinto ainda não desenvolvido, assim á linguagem comunicativa, junta-se a linguagem expressiva: a criança não só deseja transmitir aos outros uma série de informações, como também os segredos de sua interioridade. Para poder expressar-se totalmente usa da linguagem simbólica, que fatalmente nos levará de volta á nossas origens mais íntimas e míticas. Daí podermos afirmar que um dos papéis da imaginação é o de criar imagens que iluminam um espectro mais amplo da consciência. Desta maneira a imaginação é o lugar de emergência do ser e do que de melhor o homem tem, aquilo que faz buscar uma participação com o Criador, originando obras de arte que falam do indivíduo, colocam ordem estética ao mundo das coisas e transmitem os valores de uma época, formando os elos significativos da corrente cultural que prendem os homens ao seu passado e os permitem projetar-se no futuro. Através da imaginação e da criação emergem os valores, dando ao caos da existência, ordem e significado e elevando o homem na sua busca por transcendência, fazendo com que sua criatividade se expresse no que ela tem de eterna.

BIBLIOGRAFIA CONSULTADA

FOBÈ, Nair Leme – “ A imaginação e a fantasia no desenvolvimento da criatividade”in “REFLEXÃO” –Vol.16, pgs. 67-83, Campinas .
PAZ, Otavio – “O Arco e a lira” – ed. Nova Fronteira, Rio de Janeiro, 1982.
TREVISAN, Armindo – “Reflexões sobre a poesia” – ed. InPress , Porto alegre, 1986

Como aproximar as crianças do livro e da leitura?

Como despertar nelas a paixão pelas histórias que ficam ali adormecidas, à sua espera para que possam ganhar vida e sentido?
Há inúmeras maneiras de fazer isso, tantas quantas nossa imaginação é capaz de conceber, mas todas elas têm algo em comum: para despertar paixão é preciso ter paixão.
Um episódio da história da Salamandra confirma essa afirmação.
Foi no início dos anos 80. A escritora Ana Maria Machado, contratada como consultora, tinha um de seus primeiros encontros de trabalho com os fundadores da editora. Objetivo: discutir uma “linha editorial” que orientasse a escolha de livros a serem publicados para crianças e jovens.
Curiosamente, não houve discussão teórica de propostas. Ana Maria simplesmente pediu licença para ler um texto em voz alta. Tratava-se de O que os olhos não vêem, um original de Ruth Rocha.
É bem provável que, a princípio, eles tenham achado graça em estar ali, homens adultos ouvindo uma mulher ler para eles uma história “infantil”. Mas, depois, imagino como aquela voz, que soava com sensibilidade e emoção, criou na sala um encantamento que pouco a pouco conquistou seus ouvintes.
E foi assim que se tomou uma decisão muito importante para o futuro da editora: publicar livros que falassem de perto à emoção do leitor.
Todas as vezes que alguém – professor, bibliotecário, monitora de creche, pai, mãe, tios, avós – se coloca na posição de intermediário entre a criança (ou jovem) e o livro, o encantamento relatado na cena acima deveria de novo ocorrer.
Como nos contos de fadas, todo aquele que abre um livro junto com uma criança deveria se sentir encarnando o papel do herói, no momento em que este se apropria de um objeto mágico, capaz de dar a seu portador também o poder de encantar. Um objeto que pode transformá-lo num mago, fada ou gênio, aquele que ilumina o caminho dos que estão ao seu redor, valendo-se apenas da magia que a própria leitura é capaz de criar.
Magia que, esperamos, contagie cada leitor e o acompanhe nos momentos quem que se coloca como intermediário entre o livro e uma criança.
Se conseguirmos isso em pelo menos parte dos títulos publicados pela Salamandra, estaremos levando adiante o signo sob o qual ela foi criada.
Que nossos livros sejam para crianças de todas as idades um passaporte para o prazer de ler!

Lenice Bueno da Silva
Editora da Salamandra

Apresentação de Idéias

Muitas idéias foram abandonadas porque seus idealizadores não souberam apresenta-las de forma eficaz. Na vida profissional, a expectativa que os empregadores têm a nosso respeito é que sejamos capazes de conseguir realizar nosso trabalho sempre com o menor custo e com o maior benefício. Ou seja, em outras palavras, eles querem que, com criatividade, consigamos soluções para os problemas que se apresentam. Para isso precisamos ser criativos, cheio de idéias. Algumas serão implementadas sem a necessidade de apresentação. Outras precisarão antes de aprovação, e para isso, terá que apresenta-la, e para isso precisará ser hábil, precisará pensar em como fazê-lo, de modo a conseguir o que você quer.

O que é preciso?
. Preparação

Pense:
- Qual o objetivo? O que quero?
- Fiz um resumo, um esboço?
- A quem vou apresentar?
Dependendo do nível dos participantes, você determinará o nível de detalhe a ser apresentado. Os detalhes devem existir, porém ocultos na apresentação para serem utilizados se necessário for.
- Domino a matéria?
Se certifique de conhecer tudo o que for possível sobre o tema.
- Que objeções poderão ser levantadas?
Antecipe-se a elas.
- O tema é de interesse? Os envolvidos já possuem algum conhecimento dele?
Se for possível, antecipadamente, ao enviar o convite para a reunião, faça um breve resumo do que será tratado pra que os participantes possam também estar preparados e evitar ter que fazer outra reunião para solução final.
- Que formato utilizarei para apresentar? Em tópicos isolados, sobre-postos ou enfatizando um como o principal e os demais como apoio?
- Que recursos precisarão ser utilizados? Microfones, flip chart, data show.
Se certifique de que funcionem.
- Tenho domínio deles?
- Estou convencido de que é o melhor caminho?
- Tenho alternativa? Plano B.
- Quanto tempo precisarei?
Lembre-se de que uma assistência, não importa de que tamanho seja, dificilmente se manterá atenta por mais de 40 minutos e mesmo assim, não conseguirá reter mais do que um terço do que foi dito, então seja objetivo, porém, sem perder qualidade. Sendo necessário mais tempo, procure envolver as pessoas ou então faça um pequeno intervalo antes de prosseguir.
- A sala que será utilizada comporta confortavelmente todos os convidados?

CRÉDITOS: Livro, EU, PRODUTO: Conhecendo e Desenvolvendo suas Habilidades
AUTOR: J. Martins
EDITORA: JRM Editora

* Seu caminho está sendo construído. Não importa o quanto você já andou por ele, ainda precisará ser complementado. Quão tortuoso e para onde ele o conduzirá dependerá de quais pedras você utilizará e em que direção as colocará. De uma coisa você pode ter certeza, escolhendo as pedras e a direção certa, você chegará onde quiser.

Motivação: Chave para o Sucesso Profissional.

Acredito que a motivação é a chama que nos mantém firmes, fortes e criativos, para o nosso desafio diário chamado viver feliz ! Há vários tipos de motivação: aquela que é estimulada positivamente pelas pessoas que gostam de nós; a que é estimulada por pressões externas, geralmente de pessoas que trabalham conosco ou esperam algo de nossas performances; e a que ao meu ver é a mais importante de todas: a que está em você, a automotivação!
Tenho certeza de que você conhece pelo menos uma pessoa que tem muita consciência da importância de sua força interna, da importância de acreditar em si mesmo, na sua capacidade, e tira daí a motivação para seguir adiante, apostando em seus sonhos e os concretizando. É aquele tipo de pessoa que você vê que se propõe a fazer ou obter algo e que mesmo que leve um certo tempo para realizar, consegue atingir seus objetivos com muita garra, muito trabalho, mas também muito prazer.
Esse processo interno de motivação é a conseqüência do que se faz, das suas ações voltadas ao auto-aprendizado, auto-estima e autoconfiança. A motivação é fundamental para a sua prosperidade, qualidade de vida e realização. Mas, o maior agente motivador que existe é você mesmo!
Você deve estar pensando no que é que você pode fazer para conseguir motivar-se diariamente. Bem, em primeiro lugar, você precisa de um objetivo de vida. Sem ele fica muito difícil ter auto-estima e motivação, aliás, tudo fica muito mais complicado.
Gosto de citar uma história que deixa claro o quanto é importante ter um objetivo de vida. Um escritor judeu conta que conseguiu sobreviver aos campos de concentração nazistas, mesmo possuindo uma saúde debilitada e uma estrutura física frágil, porque a sua vontade de viver e de concretizar seus sonhos era maior do que as suas limitações. Ou seja, seu sentido de vida, sua vontade de viver e conseguir concretizar tudo o que sonhava, fez com que se tornasse um homem resistente ao terror que enfrentou, e ainda o ajudou a superar barreiras.

Há outros pontos também muito importantes para a sua automotivação como:
• Ter prazer naquilo que você faz, para dar sempre o melhor de si e fazer diferente. Sim, ter um objetivo de vida e buscá-lo com prazer proporciona grande motivação e autoconfiança.
• Reconhecer e ser reconhecido por seu valor e importância. Você tem que dar o melhor de si todos os dias, porque além de passar a se valorizar mais, os outros também vão conseguir identificar o quanto você é importante, o quanto você é imprescindível, pois, pertence a um grupo, é necessário fazer parte dele, e isso o fará buscar sempre mais, ir muito além.
• Superar-se, buscando desafios. Isto já faz parte do quanto você é empreendedor na sua vida. Quando você busca desafios, você consegue se superar, acredita no seu potencial, alcança metas e concretiza seus sonhos. O desafio torna-o mais criativo e produtivo.
• Ter bom humor sempre. Se há uma maneira melhor de enfrentarmos crises e problemas temos a obrigação de usá-la, e o humor é uma das coisas mais importantes para manter nossa energia e motivação em alta! Assim como a superação, o humor também nos torna mais criativos e produtivos.
• Elogiar-se e receber elogios. Eu acredito que nós não fomos educados para elogiar os outros e tampouco elogiarmos a nós mesmos. É um erro, porque uma das melhores formas de se motivar e ser motivado é dar e receber elogios. Se o famoso pintor Pablo Picasso fazia suas mulheres - ele foi casado várias vezes - dizerem todos os dias a ele que ele era um gênio, por que é que você não pode fazer elogios e aplaudir a si mesmo?
A partir do momento que você consegue perceber seu valor, você passa a ter muito mais prazer e orgulho do que faz e, conseqüentemente, você se torna uma pessoa com muito mais confiança, auto-estima, sempre motivada e disposta a ir atrás dos seus sonhos.
Então, faça com que as outras pessoas percebam o seu esforço, a sua dedicação. E, mais do que isso, valorize-se e alimente a sua motivação!

Os 5 H’s do relacionamento humano.

E quais são os 5 H? Para quem ainda não conhece, são as seguintes palavras: Humor, Humildade, Humanidade, Harmonia e Honestidade.
Humildade não é sentir-se inferior, nem mostrar-se submisso. É ter consciência das próprias limitações e, ao mesmo tempo, ter vontade de se aprimorar. É aceitar críticas, acolher sugestões e compartilhar com os outros o que conhece.
Humanidade é a realização plena da natureza humana. Envolve os sentimentos de bondade e benevolência em relação aos semelhantes, ou de compaixão e piedade, em relação aos desfavorecidos. É uma atitude que faz bem a todos, e mais ainda a quem a pratica.
Harmonia é a capacidade de bem conviver, gerando um ambiente agradável e solidário, com verdadeiro espírito de equipe, totalmente afinado no alcance de objetivos comuns.
Honestidade é a valorização da verdade e da ética em todos os relacionamentos – pessoais, funcionais, comerciais etc. Uma equipe de trabalho que se fundamenta também na honestidade é mais sólida, mais confiante, mais segura e mais positiva em todas as suas ações e atitudes.
Por que deixei por último o Humor? Porque é um tema sempre presente em minhas palestras e livros. Algo nem sempre bem compreendido mais altamente importante, fundamental mesmo, em qualquer convívio. Sobre esse assunto há uma frase excelente de Half Warren, professor de Liderança: "O humor é um atributo dos líderes nestes tempos de rápidas mudanças e valorização do trabalho em equipe".
As pessoas com senso de humor tendem a ser mais criativas, menos rígidas, mais flexíveis e mais dispostas a considerar e incorporar novas idéias e métodos. O segredo do humor é ver as coisas por um outro ângulo. Situações que parecem sérias e difíceis tornam-se às vezes simples de se lidar, quando vistas de modo bem humorado.
Alegria é uma disposição mental extremamente positiva. O humor é útil até para alavancar nosso interesse por assuntos mais sérios. Em minhas palestras, aproveito conscientemente esse poder do humor, para ligar os assuntos – por vezes bastante profundos e complexos – mantendo as pessoas atentas e receptivas.
Humor é estado de espírito, disposição, temperamento. Está ligado ao ânimo de cada pessoa e também de todo o grupo. O humor do grupo influi no humor de cada pessoa e vice-versa. Isso vale para a população de uma cidade, ou do país, e vale também para a empresa. Este é sentido de um velho provérbio chinês, que deixo aqui para os leitores:
"Quem não sabe sorrir não deve abrir uma loja".

COACHING PERSONALIZADO

O que é, como se faz e quais as vantagens desta técnica que mesmo parecendo velha conhecida, tem recebido hoje, alto nível de aceitação e adoção.

Há tempos que a sistemática de Aconselhamento em Gestão tem sido uma ferramenta estratégica das empresas, notadamente no que se refere ao seu nível diretivo. Esta prática propicia uma análise conjunta, entre empresa (Presidência/Diretoria) e um Consultor Empresarial, ou membro Sênior de Conselho, para a criação de alternativas e definições estratégicas do negócio e, principalmente da gestão dos negócios. Esta prática, muito utilizada, acompanha as fases de processos de mudança das organizações e se fundamenta no princípio de que, em decisões estratégicas a diversidade de opiniões e de pontos de vista e análise são fundamentais para consolidar a eficácia das decisões.

O Coaching Personalizado segue a mesma tendência, mas não é a mesma coisa. Um dos aspectos similares entre as duas atuações refere-se à necessidade da diversidade na análise dos fatos e na visão de alternativas, isto quer dizer que a contribuição na análise e a opinião externa, advinda de um profissional sênior (sempre Sênior), nos possibilita melhor equacionamento dos problemas, maior isenção profissional e, muitas vezes, a descoberta de novas e originais alternativas para os problemas do dia a dia.
Esta é a primeira grande diferença entre o que chamamos de Aconselhamento em Gestão e o conceito atual de Coaching Personalizado. O Coaching Personalizado dirige-se ao acompanhamento das necessidades quotidianas dos executivos em geral. Referimo-nos ao acompanhamento das questões diárias de gestão, de estilos de liderança, de análise de alternativas, de dificuldades de ordem pessoal e, até mesmo, de dificuldades causada por processos de desenvolvimento e carreira. Por exemplo, há profissionais com grande competência técnica, mas com pouca experiência gerencial, de condução de equipes e de desenvolvimento de processos de análises estratégicas para seus negócios. Conheço, inclusive, casos de profissionais com altíssima capacidade de criação, com idéias consideradas brilhantes, mas, com alguma dificuldade para colocar seus pensamentos e suas ações dentro de um panorama organizado e objetivo para resultados. Em suma, o Coaching Personalizado tem como alvo principal, o executivo. O executivo é o Cliente, evidentemente que sob o prisma do negócio em que se encaixa a atuação deste executivo. Portanto, a organização é o referencial do processo.

No processo de Coaching Personalizado, como se pode prever, o aspecto pessoal do executivo tem importância superlativa. Suas características pessoais, seu posicionamento político e estratégico, seus pontos fortes e seus pontos fracos, suas necessidades de desenvolvimento e sua relação com pares, superiores e equipes são os elementos-chave da análise das estratégias de desenvolvimento objeto do Coaching.

O desenvolvimento de uma atuação em Coaching normalmente ocorre através de reuniões semanais, no próprio local de trabalho do executivo, com duração média de 80 minutos ( em local reservado e sem interrupções, normalmente no final do expediente – a confidencialidade é premissa básica do processo).

As vantagens da atuação de Coaching Personalizado podem ser posicionadas em várias áreas:
- Para a organização na otimização do desempenho de cargos importantes da estrutura, assim como no equacionamento das necessidades de desenvolvimento em áreas muito pouco atendidas por treinamentos ou cursos específicos.
- Para a equipe e pares no desenvolvimento de alternativas de melhor contribuição entre as áreas de interface.
- Para o executivo no que se refere à elevação do seu nível de satisfação pessoal, de auto-estima e, consequentemente da performance geral, dos negócios e da carreira em si.

E ainda, além da contribuição inevitável de profissionais especializados e com formação e experiência apropriadas para o exercício do Coaching Personalizado, a organização pode e deve desenvolver uma sistemática interna de Coaching, utilizando-se de seus próprios profissionais.
Para esta atividade interna alguns cuidados são imprescindíveis:
- A experiência e a senioridade são elementos necessários para o exercício da função de Coaching.
- A confidencialidade e ética são fatores notórios para o exercício e garantia de bons resultados. Mesmo que a organização pretenda estabelecer um sistema de acompanhamento de desenvolvimento onde todos os superiores hierárquicos tenham função de aconselhamento é necessários definir-se alguns profissionais escolhidos para a prática do Coaching, propriamente dito. Isto quer dizer que os superiores hierárquicos continuam responsáveis pelo processo de desenvolvimento técnico e profissional de cada colaborador. No entanto nos aspectos relacionados às questões pessoais devem ser acompanhadas por profissionais definidos para o Coaching. Esses profissionais não precisarão ter ascendência hierárquica com o executivo.
- Na atuação prática do Coaching Personalizado alguns procedimentos podem colaborar definitivamente para um bom resultado de aconselhamento. Relacionamos algumas para reflexão da postura adequada:
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- OUVIR > Isso decorre de predisposição implícita em entender a razão do outro. Não está em questão discernir entre o certo e o errado antes de entender-se a verdadeira razão do fato. É adequado adotar-se uma postura isenta, procurando entender.
- PERCEBER > Queremos nos referir à ir além do imediato, buscar perceber além do que parece ser. É fundamental buscar-se as razões do efeito demonstrado. Neste caso é determinante uma boa compreensão da relação de causa e efeito. O efeito é sintoma. As causas devem ser os elementos-chave da análise da solução.
- REFLETIR > Talvez seja um dos elementos do perfil básico do profissional de Coaching. Checar sensações, testar e compreender o fluxo de raciocínio do executivo, desvendar o objetivo real implícito nos meandros das estratégias. Analisar conjuntamente a situação emergente que incomoda o executivo ou tem sido motivo de questionamento dos superiores ou pares ou ainda, tem dificultado o alcance de bons resultados.
- ANALISAR > Outro elemento importante do perfil do profissional de Coaching. Entender e refletir prós e contra, não contentar-se com o óbvio e pensar junto com o executivo são posturas fundamentais do procedimento de Coaching ( Entendam bem: pensar juntos e não no lugar do outro. Fazer com que o executivo encontre a melhor resposta pode, muitas vezes, exigir que se tenha paciência para deixá-lo errar.). Analisar conseqüências e perspectivas é fator determinante do papel do profissional de Coaching.
- PENSAR JUNTO > Como pode ser feito? Uma das formas é “espelhar” o raciocínio do executivo. Fazer o cliente “ouvir-se de fora”. Concluir, junto com o executivo, as próximas etapas. Checando alternativas e possibilidades e orientando.
- ORIENTANDO > A orientação pode ser melhor entendida como a definição de um “caminho”, discutido e analisado que permita uma ação LÓGICA E QUANTIFICÁVEL.
- QUANTIFICAÇÃO > A definição de indicadores, metas, prazos e desafios são fatores inerentes à ação de Coaching. O executivo deve entender e poder monitorar o seu próprio processo de desenvolvimento e crescimento. É fator de auto-motivação e de definição de alvos, mesmo que gradativos e progressivos. É função indelegável do profissional de Coaching estabelecer esses parâmetros de controle e acompanhamento. Nesta área é até permitido que ocorra uma ação mais pragmática e impositiva do aconselhador no sentido de definir um procedimento de acompanhamento quantificado.

Estas são, de maneira muito sintética, algumas características de atuação de um processo com imensas possibilidades de resultados como apenas o Coaching Personalizado pode propiciar à seus executivos e, consequentemente à sua Empresa. Posso afirmar, com muita convicção, que principalmente nos dias de hoje, a solidão dos executivos para a descoberta de caminhos alternativos do seu próprio desenvolvimento é, muitas vezes, um obstáculo difícil de ser solucionado sem uma “parceria” profissional.

A Importância do Espírito de Equipe

Hoje as empresas contratam pessoas que saibam trabalhar
em equipe e produzam resultados eficazes para o setor
Nunca se falou tanto sobre a importância do trabalho em equipe como agora. No setor empresarial, a procura por indivíduos que tenham habilidade para trabalhar em conjunto é cada vez maior e os próprios profissionais apontam esta característica como uma competência essencial. Somam-se numa equipe variadas experiências e comportamentos que, se bem aproveitados, trazem resultados superiores nas mais diversas situações.
Mas engana-se quem ainda pensa que equipe é somente o conjunto de pessoas que atuam juntas num determinado projeto, cada qual na sua função. O significado mudou e agora é bem mais amplo: a idéia é que haja um “espírito” de equipe: cada integrante deve saber qual é a sua atuação no grupo, mas considerando o todo e colaborando com idéias e sugestões para soluções eficazes e criativas.
Manter uma equipe coesa não é tarefa das mais fáceis. Somos seres humanos e temos nossas diferenças, mas um grande passo para a união é sabermos conciliá-las. É bom lembrar que uma equipe perfeita é aquela com maior diversidade de características e experiências entre os seus membros. Porém, o grupo deve ter predisposição para discutir diferentes assuntos, flexibilidade, capacidade de tratar as informações racionalmente – e não emocionalmente – aceitar críticas honestas e opiniões conflitantes. Equipes que encorajam esse tipo de prática vão aproveitar ao máximo as habilidades individuais dos integrantes.
Toda equipe tem um líder natural e deve ter também seus tripulantes (onde cada um tem a sua função) e não só passageiros. A diferença pode ser sutil, mas é significativa: os passageiros ficam encostados à janela do avião, esperando a magnífica aterrisagem, dirigida pelo comandante, mas os tripulantes colaboram com o comandante e com o sucesso da aterrisagem.
Por isso, é preciso saber que o resultado de um trabalho em equipe, além de contar com todos os integrantes está também condicionado a alguns fatores, que resumidamente são: estabelecer meta (antes de iniciar qualquer trabalho, a equipe precisa estabelecer um objetivo claro a ser cumprido), comunicação ( transparente e franca) e cooperação e execução. Se algum desses fatores tiver alguma falha e não for corrigida a tempo ela aparecerá no resultado final, e aí, adeus a todo o trabalho.
para que isso não venha a acontecer, e a equipe cumpra seus objetivos, cada integrante deve se preparar para ser o melhor. Muitos confrontos vão surgir no caminho, mas devem ser resolvidos, pois nada é impossível quando existe um “espírito de equipe”.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Cursos de Capacitação de Professores

A Rhema Consultoria Pedagógica e Empresarial disponibiliza a escolas particulares, públicas e a instituições de ensino de modo geral, diversos cursos, seminários e palestras que visam a capacitação de profissionais na área de Educação Inclusiva, Literatura Infantil e Contação de Histórias.

Cursos oferecidos pela Rhema Consultoria Pedagógica e Empresarial:

* Ciranda da Imaginação: A Arte de contar, ler e ouvir histórias.
Curso de Capacitação para Contadores de Histórias

* Educação Inclusiva, Legislação e a Prática Pedagógica.

* Espetáculos - Contação de Histórias para crianças da Educação Infantil e das séries iniciais da Educação Fundamental(duração média de 1 hora)
- “Lendas e Mistérios do Folclore Brasileiro”
- “Responsabilidade com o meio ambiente”
- “Histórias de Inclusão e respeito às diferenças”
- “As mais Belas Fábulas”
- “Todo Dia é Dia de Índio”
- “Contos Populares do Brasil”
- “Histórias de Natal”
- “Contos de Animais”
- "Contos de Assombração"
- “ Histórias para dias especiais: Dia do Folclore, Dia das mães,...

Contação de Histórias e Educação Inclusiva









CURSO DE CAPACITAÇÃO PARA CONTADORES DE HISTÓRIA





OBJETIVOS
O Curso é uma proposta interdisciplinar que tem por objetivos:
• Sensibilizar o talento criativo do participante para ouvir e intuir histórias;
• Integrar o conhecimento e a sabedoria milenares das histórias ao nosso cotidiano;
• Familiarizar o participante com as técnicas e as artes de ouvir e contar e ler histórias;
• Estimular os participantes a contarem histórias em seu dia-a-dia.
• Ressaltar a importância da Literatura Infantil no processo de aprendizagem das crianças de Educação infantil e Ensino Fundamental.


ESTRATÉGIAS
A metodologia desta oficina contempla:
• Exercícios interativos, de sensibilização e observação de si mesmo e do outro;
• Atividades com jogos teatrais e artes plásticas aplicadas às técnicas de contação de histórias;
• Exercícios de ler, ouvir e contar histórias;
• Sensibilização e exercícios de psicomotricidade através da música;
• Momentos de embasamento teórico-prático por meio de leituras dirigidas e aulas
dialogadas;
• Oratória e correta utilização e cuidados com a voz;
• Criatividade e Imaginação;
• A Importância do repertório;
• O imaginário e o maravilhoso na Literatura Infantil;
• Figurino e recursos cênicos;

PÚBLICO-ALVO

O Curso: A Ciranda da Imaginação, destina-se a professores, pedagogos, coordenadores, diretores de escolas públicas ou particulares, recreacionistas e todos que estão envolvidos com a Educação Infantil e Ensino Fundamental de séries inicias, que pretendem ampliar e enriquecer seu trabalho. O curso oferece fundamentos teóricos, idéias, vivencias práticas, reconhecendo a Literatura Infantil como agente do desenvolvimento da curiosidade, criatividade, imaginação, desafiando os alunos a novas descobertas.

INVESTIMENTO:

R$ 150,00 (Cento e cinquenta reais)
Inclui: material didático apostilado, certificado e um cd.
Consulte valores diferenciados por regiões e números de participantes.

Carga Horária:

O curso tem duração de 06 horas, podendo ser dividido em 2 módulos de 03 horas.

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Curso:

LEGISLAÇÃO, EDUCAÇÃO INCLUSIVA E A PRÁTICA PEDAGÓGICA




Educação Inclusiva

Objetivo: Despertar nos alunos e professores a consciência cidadã de igualdade e respeito às diferenças, focando a importância da inclusão do indivíduo com deficiência em todos os aspectos da vida diária.

Neste curso abordaremos:
• Legislação sobre Inclusão de pessoas com necessidades educacionais especiais;
• História da Inclusão ao redor do mundo;
• Vivências e dinâmicas;
• Acessibilidade;
• Conceitos sobre as deficiências; Estatísticas sobre Inclusão;
• Contação de Histórias sobre Inclusão;
• Conhecendo as deficiências – Visual, auditiva, física, intelectual, múltiplas.
• Mercado de Trabalho para as pessoas com deficiência.


Público alvo:

Professores, pedagogos, coordenadores, diretores de escolas públicas ou particulares, recreacionistas e todos que estão envolvidos com a Educação e que pretendam ampliar e enriquecer seu trabalho.

Investimento:

R$ 100,00 (Duzentos reais)
Inclui: material didático apostilado, certificado e nota fiscal.
Consulte valores diferenciados por regiões e números de participantes.

Carga Horária:

O curso tem duração de 06 horas, podendo ser dividido em 2 módulos de 03 horas.

Consulte para saber condições especias para grupos.

Prof. Marcelo Clemente
e-mail: marceloclemens@terra.com.br
Celular (11) 7472-5474

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